Arquivo | maio, 2010

Transportes: Enfim a inauguração da Linha Amaгυla!

25 maio

O Retrô de São de Janeiro mais uma vez mostra servicço e segue cavando seus buracos de tatu, como dizem alguns políticos.
E amanhã, depois de uma longa espera de nove meses (com visitas regulares ao obstetra – ACABOOOOOU, é obstetraaaaa!!! ), será finalmente inaugurada em esquema de migué a Linha 4 – Amarula. A linha mais moderna da América Autolatina, para desespero da Estação Sem Maré, da Linha 2, que ostentou esse posto por alguns meses apenas.
“Foi uma das mais difíceis de serem feitas. Imagine a dificuldade que é fazer um 4 nesta situação, entende? Entendeu? Buts, te considero pra k#$%!”, diz Johan Cahannabrava, do Consórcio Primo Covas *clap, clap!*que é o responsável pelo logotipo diferente que aparece nas estações.

O migué reside no factum de que o trânsito só será liberado entre duas estações, uma aqui e outra lá, e em horário bancário. Mas eles juram de pé junto que, um dia, com essa linha vai dar até pra ir em estádio de futebol !
Como mostra o diagrama da linha completa, quatro dedos, on the rocks e com aquele guardachuvinha de papel crepom:

Os trens são modernos pra dedéu, com câmeras nos vagões (para equiparar os trens à novela Arco da Velha e ao Brig Bother Barril), e com interligação entre os vagões, possibilitando aquelas cenas de perseguição que se vêem nos filmes americanos. Uma novidade também é que eles não terão condutores. O pessoal já era antissocial pra caramba, nem dava bom dia pros passageiros, e agora eles nem vão sair da cent… peraí, mas como é que eles vão sair do lugar?!
“Os vagões são operados por controle remoto. Nossos condutores brincaram de Pherrorama por 5 anos antes de poderem assumir as composições de Beethoven, digo, da Linha 4. Entendeu? Buts, você é um grande amigo…” E já que não há condutores, o clima de impessoalidade é completado por mensagens gravadas na voz de Dirseu Sem Kabelo, a voz-padrão da Salt Cover: “Os assentos em cor azul são reservados à essa galerinha da pesada! Se liga, galera! Não segure as portas, isso causa muita confusão! O próximo trem não prestará serviços, é um choque o que vem por aí!”

A Linha Amarula recebeu esse nome para combinar com os das demais linhas, sem que se prejudique o sabor. O embarque deve ser realizado, preferencialmente, com gelo. O fato de que ainda não havia uma linha amarela na cidade também é uma hipótese (não confunda com aquela de carros, que os cariocas conhecem!)

O que os passageiros acham dessa nova inalgoracção da infraestrutura de transporte paulistófila? “Butz, sensacional. Agui na Cosolação eu sovria pagaramba pra chegar láááá na estação Crínicas, buitsso longe, bicho… Agora com essa estação aqui melmo vai ser cenasional, bicho! Pô, te considero bagaramba…” Os organizadores só pedem encarecidamente que as pessoas não esqueçam de pagar as passagens quando elas começarem a ser cobradas. Mas como as bebidas que eles tomam não costumam sair de gracça, eles estão rilécs.
Com imagens embaçadas e de visão dupla (deve ser esse tal de 3D), Pudim de Kchassa Júnior para a Çalt Kover! Hic!

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Sério: A incrível história dos episódios perdidos

16 maio

Desculpem o jabá, qüéridos telespectadores, mas o lance aqui é cabuloso.
Episódios de Chaves e Chapolin exibidos pelo SBT costumam “sumir” e ficar fora do ar por razões absolutamente desconhecidas. Mas um fato novo pode colocar lenha nessa fogueira que já tinha virado brasa: a estreia do canal TLN no Brasil – um canal da Televisa todo em português e que também passa Chaves e Chapolin, com alguns episódios meio estranhos… Ouça, entenda e passe adiante!

http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u734688.shtml
Voltamos à programação anormal.

Acaboooolll! A novela

15 maio

Que novela? Estamos falando de Morta de Fome, a sensacional novela escrita por Manual Carlos. Vejam os melhores jumentos! Dá o play, Maca!
Elena (Araís Tarujo) termina como lutadora de capoeira em Strete Fáighter IIIrd Stráike, com um visual muito diferente do qual começou a novela: de cabelos brancos. E sem Gressín 3000! Belo trabalho dos dublês. “De cabelos brancos, mas um pau de virar tripa! Afinal ela é… Morta de Fome!”, diz o locutor Dirceu Sem Cabelo (ué, o que ele tem a ver com isso aqui?)
Trereza (Lena Cabral) encontra Elena antes de uma luta e faz o “corta aqui”, ou o underline, vertical bar, underline, ou ainda o mini hang-loose para quem, segundo ela, deixou sua filha tendo algo em comum com o Supermém (e não é o fato de voar). Elena não tem outra saída a não ser o alívio de que já já vai passar os créditos e começar o Cover Repórter. E rápido, antes que ela termine o workshop que ela começa a tomar com Nasaré Tedesco (Henata Sorrar, em participação especial).
Lussiana Jimenes (Marine Oraes) estava tetrapplégica (isto é, tinha um AiFone, um AiPod, um AiPéde e um Finkipede na bolsa, quatro produtos da Ápple, usados por ela para escrever em seu Tumblr, “P#$%ra, Lussiana!”). Mas tudo muda quando ela se perde na cidade de São Paulo e vai parar naquele lugar onde gravam os programas do Canal 21. Após ser abraçada por um homem de chapéu que ela nunca viu antes, ela volta a andar, vira dona de 5 empresas, passa a ter uma casa mais bonita que a do Fagrundes da novela das 7, e termina grávida de trigêmeos de…
– Pois é. Migué (Mateus Lunando) fica surpreso ao descobrir que os bebês que Lussiana espera são de seu chefe, o dr. Gregory Hause. Em estado de choque, Migué acaba contraindo lupus. Seu irmão, Djalma Jorge, para cuidar dele, passa a ser enfermeiro e passa a ser assediado pelos Irmãos Uárner.
Dora a Exploradora (Antoniana Giovanelli) chega a um ponto em que tem que comprovar a parternidade de seu filho com Go, Diego Armando Maradona, Go (Luigi José Paz). E para tanto, vai ao consultório do Dr. Carlos Massa pedir um Inzame de BNH. O resultado… bem, como todos já viram mesmo, foi que o coral regido por Jorjão Calos Parintins cantou “Herzlichen Glückwunsch Papa!” (Parabéns pro Papai), BWV 171, de Beethozart, para entusiasmo da torcida do River Plate.
Rapa Ela (Clara Kastanho), a outra filha de Dora, termina a novela conseguindo o tão sonhado emprego no Estúdio Q do Projeca, o de apresentar o telejornal game-show Bom Dia Brasil e Companhia. “Pleystêchon! Pleystêchon-chon!”
– De resto, temos o usuel nas novelas de Manoal: Stefhany se casa com Alexandre Pato, mesmo ele sendo de outra casta. Vovó Mafalda aplaude, emocionada, a formatura de Garoto Juca. Maria Joaquina rende-se finalmente aos encantos de Cirilo. E Picapáu parte para uma longa viagem ao lado de Zeca Urublue. Goku e Chichi se casam na Nossa Senhora do Brasil.  Chun-Li fica a ver navios no Estaleiro Verolme. E Huguinho, Zezinho e Luizinho dão adeus à Supernnanny.
E dá-lhe cenas do Pão de Açúcar e do Corcovado ao som de bossa nova: “Quais quais quais quais… Pascarigudum, pascarigudum, pascarigudum! Não posso ficar…

Pois é, e esta foi Morta de Fome, a novela mais assistida do Brasil – sim, porquê no mesmo horário passa telejornal, desenho animado e reality show, e estes são muito mais assistidos, mas fica quieto…