Cover Memória: Perfiews

Essa gente que você vê, faz a televisão que você não vê!

EXECUTIVOS

Samir Salt (Ag. Cover do Povo/ Reprodução)Samir Salt

Comerciante de tecidos na rua 25 de Março. Iraniano, veio com os pais aos 7 anos de idade para o Brasil. Apesar de apreciar os tapetes oriundos de seu país, Samir fez fortuna vendendo tecidos bem mais simples em sua loja, a “Samir’s” – cujo nome denota que ele sempre foi um visionário. Sua loja já aceitava cartão de débito, 25 anos antes de ele ser inventado. Certa feita, ele precisou vender um pano azul para um paraguaio, e a partir daquele dia sua vida não seria mais a mesma… Atualmente leva uma vida simples, em Abu Dhabi e nas ilhas gregas, onde navega em seu simples iate de 120 pés.

Cristián Cover (Ag. Secreto/ KJB - Reprodução)Cristián Cover

Importador nascido no Paraguai e fanático por televisão. Em 1957, propôs uma sociedade com Samir para a criação de uma emissora de televisão com as câmeras que ele trouxe ao Brasil – as primeiras em cores do país durante mais de 15 anos. Embora seja um desenhista frustrado, foi criador do primeiro logo e do primeiro mascote da emissora: Salbo, o bombeiro.
Sua lábia só é menor que a de Sylvio Centos, e foi com ela que sobreviveu ao regime militar mesmo não o apoiando. Em plena ditadura, ele degustava os melhores chocolates e pudins – seu doce predileto, pelo qual inaugurou até um site na Internet. Mesmo parcialmente aposentado, orgulha-se de seu sobrenome ter-se tornado o apelido da emissora.

Roberto Maritimo (Divulgação/ Som Preso)Jornaleiro Roberto Gómez Marítimo

Mas chame-o assim e ele te dá uma na phussa, é Dr. Roberto, para os íntimos (ele já foi clínico geral).
Megainvestidor, dono de 51% das ações da emissora – Samir e Cristián respondem pelos outros 49%. Está tentando comprar a emissora por inteiro. Assim como Ray Biscrok fez nas corporações MecDônaldes, ele mudou a cara da empresa e fez ela triplicar de tamanho. Foi ele que contratou Sylvio Centos, Gans Bonner e muitos outros. Fundador da editora LagoGráfica (atual Editora Cover). Escreve os editoriais do jornal Cover do Povo, fundado por Cristián Cover e ele. Também atua no terceiro setor, com a Furdação Roberto Marítimo, que idealizou o Projeto Otarius, o Ação Coval, o Terlecurso Dormil, o Criamsa Experamsa, entre outros projetos de suma importância para a humanidade, furries e assemelhados.

Silvio Guaruja (que ao contrário do que diz "O Tuxico", está vivo!)Sylvio Centos

Radialista, comunicador e músico de estilo e microfone inconfundíveis. Vice-presidente de operações e apresentador de programas de TV. Subordinado à Roberto Marítimo, frequentemente fala por este, sendo seu porta-voz. Alçou ao sucesso o locutor Leopardi (in memoriam) e o assistente de palco Zé das Wedalhas. Suas idéias rendem rios de dinheiro, como o BUÁ da Infelicidade (sempre com o A deitado)  e o título de descapitalização Tele-Çena (o único que foi educado em inglês), além do empreendimento Suavitel Jequitinhonha, um hotel 5 estrelas localizado no meio do nada do vale supracitado.
Apesar de estar muito bem (sempre fez ginástica de manhã, durante os últimos 40 anos), ele já prepara sua sucessão: suas filhas Sylvia Suavitel,  e Daniele Damascco já trabalham na Salt Cover, como encarregadas volantes de pagamentos à emolumentos em boca de caixa júnior (cerrrto, mano?). E sua esposa, Siri Suavitel, está escrevendo uma telenovela, que está negociando às duras penas com a TV do Sri Lanka.
Ué, você não sabia que ele era músico? Nunca ouviu falar do Grupo Sylvio Centos?…

Boni Tyler, o “Bonão”

Vice-presidente adjunto. Executivo de vasta experiência no ramo das comunicações, desde quando fazia o Serviço de Alto-Falante da Praça Antônio Aguado, em Ozark, São Paulo. É dele sempre a última palavra: “Sim senhor, Sylvio!” – principalmente a partir de 2000, quando Sylvio passou a ser diretor de programação da emissora. Apesar disso, tem no currículo criações de grande sucesso, como o programa Você Decida-se.

Célvio Pallandro (Ag. Estrago/ Reprodução)Célvio Pallandro

Diretor de jornalismo. Apresentador de programas de TV desde 1980, incluindo game shows, programas de auditório e telejornais. Seus bordões contagiaram todo o Brasil, como “Háá! Glu-glu, piu piu! Prepara a matéria!”, entre outros. Apresentador dos programas Jornal da Cover e Cover Repórter, além do programa Festa do Pallandro, que marcou época. Reporta-se à ele Carlos Aberto de Móbrega, editor-chefe do jornal Cover do Povo.

Maurifran S.R.L. Sousa (Reprodução/ Orcoot)Maurífran Sepúlveda Ricardo Lima de Souza (“Maurifran S.R.L. Souza”)

Diretor artístico (e, como Sepúlveda Ricardo, ex-cantor brega), além de ter sido o primeiro intérptete do palhaço Boso (mas não digam perto dele, ele se envergonha disso) e o primeiro dublê da Zuza, quando esta ficou grávida e saiu do Zôo da Zuza.
Reportam-se a ele os diretores da linha de costura de shows, como Walter Lariat, Aloysio Cheguei, Forge Jernando, Rolf Paia, Gonzaga Pelota, Gabriel Falalabella, Bozó de Oliveira, entre outros, não relacionados em ordem alfabética, e que já já vão encher o Maurifran de telefonemas. Orgulha-se de ter sido o diretor do Bacrinha e do Carlos Espacial.

Gans Bonner

Designer oficial da emissora, criador dos dois últimos logotipos e do atual, além das vinhetas, fora os outros 436 logotipos de programas, empresas do grupo, projetos sociais e o escambau, incluindo design de bolos de aniversário de filhos de altos funcionários.
Pague as mensalidadesm em dia, ôeeeFoi trazido ao Brasil por Roberto Marítimo, que apreciou seu trabalho na TV austríaca. A esfera oca que lembra a letra C foi inspirada em um pneu furado de seu quadriciclo, e representa a terceira letra do alfabeto latino (as más línguas que tem por aí dizem que é “a boca que tudo fala”). Outra marca de muito sucesso é a do BUÁ da Infelicidade, cujo sucesso triplicou quando adotou os tons em azul e o A tombado.

Miroslav Hirata (Reprodução / Ag. Ijagens do Mapão)Miroslav Hirata

Com mais de 30 anos de Salt Cover, começou como técnico de áudio e hoje comanda a área técnica da emissora. Nas horas vagas é humorista, e uma de suas criações chegou a ir ao ar, o programa TV Hirata, que marcou os anos 80. É o único brasileiro que sabe operar a máquina Escanimate da Delfin Producciones, idealizando ele próprio os efeitos especiais utilizados – os efeitos ainda são usados em algumas aberturas de desenhos animados que tem por aí.

Filho Júnior

Ex-diretor de jornalismo da Salt Cover e editor chefe do Jornal da Cover. Jornalista desde os 2 meses de idade, frequentava as redações de “O que eu fiz nas minhas férias” junto com o saudoso reporter Pai Sênior. Hoje é diretor de jornalismo esportivo. Subordinam-se a ele uma numerosa equipe, formada de grandes nomes, como Galpão Bueiro, Sylvio Luís, Wilton Meves, George Cajuru, e Yuka Kifure, além de ex-atletas de futebol internacionalmente conhecidos, como Peré, Palcão e Sandy – e o recém-aposentado Roluigi está para engrossar a lista.

Enzo “Ragazzo” D’Escarghio Pierne

Ex-executivo da Tele Monte Cover, foi trazido ao Brasil depois que a emissora fechou. Diretor da Editora Cover, responsável por mais de 50 publicações diferentes, que colaboram para o aumento das reservas de papel reciclado, como a revista Time, que fala sobre equipes de futebol. Seu maior triunfo foi ter trazido, há 10 anos, as HQs de Zicky Zira, sucesso de vendas em todo o mundo, para a Editora Cover. É um dos principais desenhistas desse personagem no Brasil.

Juán Delfin Producciones (enquanto esteve vivo, nunca houve caos aéreo com os mosquitos)Juán Delfín Producciones

Não trabalha na Cover – nem dá, faleceu em 1992 – mas merece destaque por tudo o que fez por esta emissora. Foi o maior braço-direito de Gans Bonner e de Miroslav Hirata na criação de muitas vinhetas e aberturas de novelas que os telespectadores recordam com saudade. Inicialmente alugava os seus serviços para a Salt Cover, mas foi com a cara da nossa dupla e passou a desenvolver trabalhos junto com eles madrugada adentro. O resultado foram verdadeiras obras de arte, que deileitaram o público e fizeram a infâmia e a ignomínia de nossos concorrentes.

OUTROS APRESENTADORES

Aderaldo Barrosa, o Bacrinha

Quem não conhece o Bacrinha? Bem, em respeito aos finlandeses e suecos que nos acessam, Bacrinha foi um dos maiores comunicadores que o país já conheceu. E na Salt Cover continuou com seu sucesso, sendo considerado como um “padrinho” por todos os músicos e cantores do Brasil. Seu bordão “Vocês querem contrafilééé?” é homenageado até por outros apresentadores, como Sylvio Centos.

Alfonso Liberado, o Fufu

Traittore sin verguenza. Depois de uma sólida e brilhante carreira, com filtro star nos reflexos, apresentando durante 28 anos o Domingão do Fufu, Fufu nos abandonou-nos para apresentar um novo programa em outro canal (Rede K7, aquela do bispo), onde ele terá estúdios maiores, porém  imagens com menos nitidez, meio azuladas, e geradores de caracteres não tão maneiros quanto os nossos, além de assistentes de palco com muito mais roupas, éééé…

José Carlos Breghetti

Radialista com larga experiência no ramo de animação de festas infantis. Na Cover, é apresentador de telejornais com notícias sobre o meio artístico em geral, além de programas de culinária. Sua marca é a gentileza, tratando o espectador como se fosse sua irmã menor.

Russiano Truck

Jornalista, tentou fazer colunas sociais que não deram certo devido à escoliose e hérnia de disco. Mas tudo mudou o dia em que, vendo fitas JHS, resolveu que iria ser apresentador de programa de auditório, que nem o Bacrinha, hoje dono da tumba mais agitada do Cemitério La Paz.

Fasto Souza (Maus Klitelldörf/ Jotaerre Durão)Fasto Souza

Apresentador do Domingo Fastal, que vai ao ar quando não tem futebol. Um dos programas mais bem-sucedidos e longevos da casa. O ex-radialista Fastão é considerado “o rei do improviso”, o que lhe rende quadros de grande sucesso, como as Largadinhas, nas quais ele se safa de situações absurdas de maneiras inimagináveis.

Maria Magdalena “Zuza” Senegal
Faltava ela! Mas não falta mais. Zuza dispensa apresentações, mas em consideração a você que nasceu depois de 2001, Zuza foi uma das maiores dublês de corpo dos anos 70, o que era um desperdício, até que seu empresário pagou um tratamento dentário revolucinário para a época, o que a alçou finalmente, por inteiro, às capas de revistas como Newsweek, Paris Match, Time e Seleções – estas últimas falando sobre futebol. É que pouco depois de sua primeira guinada, ela foi apresentada à Adilson Zambianchi do Aspira, o Lelé, recordista de medalhas olímpicas e ganhador de 12 taças Libertadores. Foi amor à primeira vista. Dessa união, que perdura até hoje, nasceram Zaza, Zeza e Ziza, que mesmo não sendo trigêmeos a imprensa se confunde em dar o sexo deles porquê eles só se vestem de verde e amarelo. Mas Zuza ainda era infeliz. Embora sendo a mulher mais invejada do Brasil, segundo pesquisa do DataTrouxa em 1982, ela queria chamar a atenção por outro dom seu, que a acompanhará até o fim de sua vida: sua criatividade. E foi assim que em 1983 ela apresentou à Boni Tyler o projeto do Zôo da Zuza. Nas palavras da própria, no catatau de 230 páginas entregue à Bonão: “Nos parques de diversões há diversas fantasias de animais, mas há uma aleatoriedade que deveras me incomoda, os personagens representados são randomicamente colocados ora como desenho-animados, ora como animais reais. Este Zôo pretende tentar organizar um pouco isso.”
Bonão se emociona até hoje: “Chorei o dia inteiro. De vergonha de nunca ter tido uma ideia como aquela, mesmo sóbrio, em toda a minha vida, e de orgulho, de felicidade de ser brasileiro e trabalhar na mesma emissora que Zuza Senegal.”

O Zôo da Zuza revolucionou o gênero infantil no mundo inteiro. Zuza faz de conta que está em um zoológico, junto ào auditório, e interage com os animais fantasiados, que ocupam as jaulas, ou não. Havia uma lenda urbana de que as fantasias tivessem sido feitas por Gim Hênso, mas a verdade é que elas foram feitas pela própria Zuza e seus filhos – ela foi uma das pioneiras do cosplay no Brasil. As fantasias são capazes de enganar biólogos, tratadores de animais de circo e veterinários, tamanha  a sua perfeição, mas ao mesmo tempo, conseguem maravilhar os artistas plásticos, tamanha a sua idealização. Aqueles artistas – vamos abrir o jogo geral aqui – aquele pessoal do FuraFíniti, que cês ficam se perguntando, mas onde que eles aprenderam a desenhar os bicho daquele jeito? Pois é, todos eles assistiam ao Zôo da Zuza!!! Aliás, tem mais: O pessoal da TNS também aprendeu a desenhar com o programa, assistindo fitas VHS importadas do Brasil, e assim desenvolveu aquela série Tainy Tum Adivêntures, além dos Animanianques! (Aí o sucesso subiu a cabeça e o resto vocês já sabem.) Enfim, Zuza rendia um blog inteiro. Mas vamos poupar os servidores da WordPress, afinal os outros blogs precisam de algum lugar para morar!

HUMORISTAS

Donalds Golinha

Apesar do nome pomposo, um sujeito que matava a todos de rir nos bastidores, e que graças ao faro apurado de Sylvio Centos, foi levado pra frente das câmeras. Seu principal sucesso é o programa Escolias do Golinha.

Chick Canisio, o Colosso do Ceará!Chick Canísio

Com mais de 50 anos de carreira como humorista e redator, é um dos mais respeitados humoristas do país, tendo feito audições privadas para os últimos 8 presidentes. Dos EUA. Certa vez, na festa dos 40 anos da Salt Cover, os humoristas presentes lhe bateram continência, o que o levou às lágrimas.
É considerado o inspirador do famoso texto do grupo Monte Fáiton, da piada que, de tão engraçada, era usada como arma na Segunda Guerra. Um dos integrantes do MF, Terric Granaham, havia assistido à uma apresentação de Chick Canísio em Londres e de lá, havia ido direto para o hospital, depois de tanto rir com aquele brasileiro de sotaque norte-americano, e daí teve essa idéia.

Ermírio Sureba,”The Big Tilde”

Radialista e apresentador do Cântico na TV, além de ter sido editor do TV Hirata. É considerado o líder do grupo. Frio e calculista, guarda todos os sentimentos para si mesmo e os libera na forma de impiedosas e corrosivas sátiras. Além de humorista, é dono de três retransmissoras da Salt Cover. Garoto sortudo duma phiga.

Scarpo Veiga, o “Repórter Veiga”

Uma das estrelas do Cântico na TV, e possivelmente o mais famoso dentre seus integrantes, embora seja visto apenas como cumpridor de ordens de Ermírio Sureba, e ele temta comprovar o contrário, com criações como a Dança do Hambúrger de Siri.

Ostra Palhães:
Dadá, Dudu, Mussoum e Zack Carias

Não adianta: por mais que o Cântico na TV se esforce, este grupo humorístico é inesquecível, mesmo sem os dois últimos. Conhecido por sua extrema união, há quem acredite que eles foram quadrigëmeos em outras vidas. Dadá Muquifo é embaixador da Unicéf, mesmo sem conhecer esse país.

Em breve mais imagens, e muito mais! Cover e você, muita coisa à ler!

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