Tag Archives: paródia

Às vezes, as paródias vão longe demais…

4 ago

Quando as paródias vão longe demais 1

Quando as paródias vão longe demais 2

Talvez 0,2% do público vai entender a piada, mas o prédio que foi parodiado tem o número 303, e 404, na Internet, representa algo que ‘non ecsíste’, como é o nosso caso, digo…

Curiosidade… Isso não foi difícil. Difícil é criar ambientes que não existem (como os estúdios do ProZac, que vocês conhecerão em breve), a partir do zero – ou coisas não tão retilíneas, como as mãos dos meus personagens, que eu estou apanhando até agora.

Isso só perde para uma coisa que eu quase fiz. Eu quase comprei um microfone ElectroVoice RE-50 – esse aqui, que você já viu na mão de vários repórteres de verdade.  E tem ainda um bem mais restrito, o Electro-Voice RE11 – sabe aquela música “Papai, eu quero me casar”, dos Trapalhões? Pois é. O pior é que eu já vi um RE11 de perto, e era provavelmente da mesma época, todo enferrujado…

Esse post eu ia põr no Tumblr, mas como é da Cover, vai aqui mêrrmo!

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CÔ-CÓ! Cover na Copa! (E se trocar os acentos, leva tyro!)

14 jun

UÁÀAÀ! Beeeeem amigos da Salt Cover! Falamos ao vivo direto da ÁáÁáÁfrica do sal, sol, sul, Imcosul! Naaaaaaswâniaaa wawa badish babááá!... Sitkuuum, beira-mar… Canta, Arnaldo!
Beira-mar!
– Que bonito! E que frio, amigo! Na Fórmula 9 não tem nada disso… E a seleção, amigo, você sabe. Na hora agá, homem é homem, menino é menino, leopardo é leopardo, e girafa é girafa. Afinal, sem omelete, ninguém faz ovos! A seleção do, sempre ele, Zangad… digo,  Punga, o homem, o mito!  (E eu não aguento mais as reprises dos Caçadores de Mitos!) Fala, Punga!!!

– A seleção será treinada, e os gols se sucederão de forma lenta, segura e gradual! E quem não quiser, eu prendo e arrebento!

– Que beleza! E o que mais o Punga disse na coletiva, Mauro Espaçonaves?
– Bem, Galpão, o de sempre. Ele pigarreou 23 vezes, grunhiu 14, e por 8 vezes imitou a Marje Cípsom, além de ter matado 3 mutucas.
– Haaaaaaaja pâncreas, amigo! Cover na Copa, Agente(TANAM!) se vê por aquýýýý…

Transportes: Enfim a inauguração da Linha Amaгυla!

25 maio

O Retrô de São de Janeiro mais uma vez mostra servicço e segue cavando seus buracos de tatu, como dizem alguns políticos.
E amanhã, depois de uma longa espera de nove meses (com visitas regulares ao obstetra – ACABOOOOOU, é obstetraaaaa!!! ), será finalmente inaugurada em esquema de migué a Linha 4 – Amarula. A linha mais moderna da América Autolatina, para desespero da Estação Sem Maré, da Linha 2, que ostentou esse posto por alguns meses apenas.
“Foi uma das mais difíceis de serem feitas. Imagine a dificuldade que é fazer um 4 nesta situação, entende? Entendeu? Buts, te considero pra k#$%!”, diz Johan Cahannabrava, do Consórcio Primo Covas *clap, clap!*que é o responsável pelo logotipo diferente que aparece nas estações.

O migué reside no factum de que o trânsito só será liberado entre duas estações, uma aqui e outra lá, e em horário bancário. Mas eles juram de pé junto que, um dia, com essa linha vai dar até pra ir em estádio de futebol !
Como mostra o diagrama da linha completa, quatro dedos, on the rocks e com aquele guardachuvinha de papel crepom:

Os trens são modernos pra dedéu, com câmeras nos vagões (para equiparar os trens à novela Arco da Velha e ao Brig Bother Barril), e com interligação entre os vagões, possibilitando aquelas cenas de perseguição que se vêem nos filmes americanos. Uma novidade também é que eles não terão condutores. O pessoal já era antissocial pra caramba, nem dava bom dia pros passageiros, e agora eles nem vão sair da cent… peraí, mas como é que eles vão sair do lugar?!
“Os vagões são operados por controle remoto. Nossos condutores brincaram de Pherrorama por 5 anos antes de poderem assumir as composições de Beethoven, digo, da Linha 4. Entendeu? Buts, você é um grande amigo…” E já que não há condutores, o clima de impessoalidade é completado por mensagens gravadas na voz de Dirseu Sem Kabelo, a voz-padrão da Salt Cover: “Os assentos em cor azul são reservados à essa galerinha da pesada! Se liga, galera! Não segure as portas, isso causa muita confusão! O próximo trem não prestará serviços, é um choque o que vem por aí!”

A Linha Amarula recebeu esse nome para combinar com os das demais linhas, sem que se prejudique o sabor. O embarque deve ser realizado, preferencialmente, com gelo. O fato de que ainda não havia uma linha amarela na cidade também é uma hipótese (não confunda com aquela de carros, que os cariocas conhecem!)

O que os passageiros acham dessa nova inalgoracção da infraestrutura de transporte paulistófila? “Butz, sensacional. Agui na Cosolação eu sovria pagaramba pra chegar láááá na estação Crínicas, buitsso longe, bicho… Agora com essa estação aqui melmo vai ser cenasional, bicho! Pô, te considero bagaramba…” Os organizadores só pedem encarecidamente que as pessoas não esqueçam de pagar as passagens quando elas começarem a ser cobradas. Mas como as bebidas que eles tomam não costumam sair de gracça, eles estão rilécs.
Com imagens embaçadas e de visão dupla (deve ser esse tal de 3D), Pudim de Kchassa Júnior para a Çalt Kover! Hic!

Acaboooolll! A novela

15 maio

Que novela? Estamos falando de Morta de Fome, a sensacional novela escrita por Manual Carlos. Vejam os melhores jumentos! Dá o play, Maca!
Elena (Araís Tarujo) termina como lutadora de capoeira em Strete Fáighter IIIrd Stráike, com um visual muito diferente do qual começou a novela: de cabelos brancos. E sem Gressín 3000! Belo trabalho dos dublês. “De cabelos brancos, mas um pau de virar tripa! Afinal ela é… Morta de Fome!”, diz o locutor Dirceu Sem Cabelo (ué, o que ele tem a ver com isso aqui?)
Trereza (Lena Cabral) encontra Elena antes de uma luta e faz o “corta aqui”, ou o underline, vertical bar, underline, ou ainda o mini hang-loose para quem, segundo ela, deixou sua filha tendo algo em comum com o Supermém (e não é o fato de voar). Elena não tem outra saída a não ser o alívio de que já já vai passar os créditos e começar o Cover Repórter. E rápido, antes que ela termine o workshop que ela começa a tomar com Nasaré Tedesco (Henata Sorrar, em participação especial).
Lussiana Jimenes (Marine Oraes) estava tetrapplégica (isto é, tinha um AiFone, um AiPod, um AiPéde e um Finkipede na bolsa, quatro produtos da Ápple, usados por ela para escrever em seu Tumblr, “P#$%ra, Lussiana!”). Mas tudo muda quando ela se perde na cidade de São Paulo e vai parar naquele lugar onde gravam os programas do Canal 21. Após ser abraçada por um homem de chapéu que ela nunca viu antes, ela volta a andar, vira dona de 5 empresas, passa a ter uma casa mais bonita que a do Fagrundes da novela das 7, e termina grávida de trigêmeos de…
– Pois é. Migué (Mateus Lunando) fica surpreso ao descobrir que os bebês que Lussiana espera são de seu chefe, o dr. Gregory Hause. Em estado de choque, Migué acaba contraindo lupus. Seu irmão, Djalma Jorge, para cuidar dele, passa a ser enfermeiro e passa a ser assediado pelos Irmãos Uárner.
Dora a Exploradora (Antoniana Giovanelli) chega a um ponto em que tem que comprovar a parternidade de seu filho com Go, Diego Armando Maradona, Go (Luigi José Paz). E para tanto, vai ao consultório do Dr. Carlos Massa pedir um Inzame de BNH. O resultado… bem, como todos já viram mesmo, foi que o coral regido por Jorjão Calos Parintins cantou “Herzlichen Glückwunsch Papa!” (Parabéns pro Papai), BWV 171, de Beethozart, para entusiasmo da torcida do River Plate.
Rapa Ela (Clara Kastanho), a outra filha de Dora, termina a novela conseguindo o tão sonhado emprego no Estúdio Q do Projeca, o de apresentar o telejornal game-show Bom Dia Brasil e Companhia. “Pleystêchon! Pleystêchon-chon!”
– De resto, temos o usuel nas novelas de Manoal: Stefhany se casa com Alexandre Pato, mesmo ele sendo de outra casta. Vovó Mafalda aplaude, emocionada, a formatura de Garoto Juca. Maria Joaquina rende-se finalmente aos encantos de Cirilo. E Picapáu parte para uma longa viagem ao lado de Zeca Urublue. Goku e Chichi se casam na Nossa Senhora do Brasil.  Chun-Li fica a ver navios no Estaleiro Verolme. E Huguinho, Zezinho e Luizinho dão adeus à Supernnanny.
E dá-lhe cenas do Pão de Açúcar e do Corcovado ao som de bossa nova: “Quais quais quais quais… Pascarigudum, pascarigudum, pascarigudum! Não posso ficar…

Pois é, e esta foi Morta de Fome, a novela mais assistida do Brasil – sim, porquê no mesmo horário passa telejornal, desenho animado e reality show, e estes são muito mais assistidos, mas fica quieto…

Xows: Beioncê arrasa quarteirões e corações

8 fev

RUBENS EDWALD SÊNIOR
da Redação

Ontem, as 24h63 da noite, depois de uma longa espera, finalmente os fãs puderam gritar de felicidade (para desespero dos vizinhos do estádio, que queriam dormir), com a entrada no palco da cantora Beioncê Know What Love Iiiiiss, vulga Beioncê, batizada por causa da famosa marchinha de carnaval: “Ô Beioncê, Beioncê… Quero casar com você-ê… Entra na roda, morena pra ver…”
Ela entra e logo de cara canta seu principal sucesso em terras australopitecas: Ó, Desci com o Leite, que hipnotiza a plateia com sua extensa letra, um verdadeiro poema ao amor, escrito pelo brasileiro Chic Bwark. Logo em seguida ela engata Creme Em Nove, tema do programa Cusperpop, para delírio da apresentadora Prussiana De Menos, principalmente porquê a galera, por força do hábito, gritou “Boa noiteeee”, sem que a cantora entendesse. E por aí vai. Beioncê canta tudo e todos. Abaixo uma pequena listagem do playlist do show até este repórter dormir, lá pelas 4 da manhã:

Sensacional pleilist. Pena que dormimos pouco ontem e acabamos por não aguentar. Mas quem aguentou, não perdeu um só momento – talvez tenha empatado, devido à alguns vacilos do meio de campo. Enfim, Beioncê é Beioncê e vice-versa. Cantora, modelo, artista performática, mãe de família, pai exemplar, miss universo, mister universo, primeiro lugar no vestibular, campeã da Taça Libertadores, enfim, é essa aí a super mega hiper sala de star que está em terras lusitanas. Como diria Alecs Quidd, SEGA bem-vinda, BeioncêRubens Edwald Sênior para a Salt Cover! (Salt Cover? Existe isso ainda? Não tinha sido comprada pela Trisney?…)

Sacanárre! NaVis espaciais tiram o brilho de Rosalyn y S.T.D.

14 jan

É um fracacsso total a estrèia (estrëia? estrヨia? Ou estrɝia? Ah, sei lá) do longa Rosalyn y a Sua Turma Dela, uma co-(Cô)-produção da Pichar e da Cover Filmes (tá legal, a gente entrou com os vale-transportes). Infelizmente, o longa foi lançado (no lixo) por ter estreado ao mesmo tempo do que um outro filme que tem por aí: Avaтar 1 – Estamos Avatando, um filme extremamente badalado só porquê o diretor era um tal de Jeimis Camarão, o mesmo de Titanick (um filme que de tão véio que tá, até a Cover já passou na Sessão Já vai Tarde).
O que acontece é que, pra quem não sabe -mas até o meu irmãozinho de 1 ano e pouco sabe disso – os NaVis Espaciais de Estamos Avatando estão se mostrando muito mais atraentes para el público do que os personagens de RySTD.
Os NaVis são tipo uns índios azuis ciano brilhantes, logo daquela cor que os CRT’s e LCD’s não conseguem dar direito, de uns 3 metros de altura, logo correspondendo às podres noções de anatomia de Ijor S. Bastos, criador de RySTD e considerado pela crítica como “o novo Roub Llefield”.
Mesmo com os NaVis espaciais sofrendo de alguns problemas de formação cranio-facial, parece que o público resolveu não ligar pra isso de uma hora pra outra, para desespero de apresentadores como Jatinho: “É coi’ de loco, seu xarope! 15 anos atrás, quase me tiraram do ar justamente por causa de mostrar pessoas que se pareciam com os NaVis. E agora eles fazem esse grande sucesso, brincadeira meu, essa fera aí meu”, diz o apresentador, com algumas interferências ao final.
Alguém que Jatinho conheceu também concorda. Alendelom Júnior Filho, hoje com 16 anos, recebeu cestas básicas do então programa Jatinho Livre e teve seu problema parcialmente resolvido pelo programa (parcialmente, porquê a outra metade foi resolvida pelo Gilberto Bastos). Mas tem agradecer mesmo aos NaVis. “As pessoas só perderam o medo de olhar pra mim quando eu me pintei de azul. E as lentes amarelas chegam mês que vem”, diz o mais novo mutante da pracça. É, e ainda dizem que esses mutantes não faziam mais sucesso…
Com imagens de Mestre Aleijadinho, Magdalena Bongifglioli para a Saltg Cover!

Acorda aê, meu! Aqui é a Salt Cover dando a programação pra vocês aê

5 jan

Desculpem se o logo não é igual ao original, é esse Inkscape que não é tão versátil

GANEEEEIRO na Cover é mais maneiro! Vem aí a Minnie-Série na qual a gente aposta todas as nossas fichas, mesmo que você não curta o som! Dalva pra Ser outro Dia é a história surreal de Dalva de Oliveira Sobrinho, a brasileira precursora da música gospel americana e dos alarmes de carros, até sua trágica morte de “tsctsctsctsctsctsc” por causa da Parenta (Darcy Gonsalves). Um primor de produção (sabe aquela margarina que vende em latão de 12 litros? Pois é). E todo mundo cantando: “Dalva, comigo, como se Dalva na tribo…”

Vem aí também Tempos Hodiernos, a primeira novela escrita por Carlos Caplin. Quem diria, o cara é de cinema, detestava até ÁUDIO em cinema e agora tá escrevendo telenovelas, e de televisão? Pois é, os tempos wudaram! Nesta novela, protagonizada por Pedro Pial, cidadãos inocentes são vigiados por 345,8 câmeras, encaram diversas provas e tem que atender o Big Phone senão vão para o paredão, além disso… peraí, essa é a novela mesmo? Não é outra coisa não?

Y CRARO. Neste ano de 2010 (vinte e dez?), haveremos mais uma Copa del Mondo de Phutebor. Desta vez, na África do Sul, tchê! Desde já, nossos repórteres estão tentando chegar perto dos estádios, mas com essa segurança fica difícil… Narracção de Galpão Bueiro, João Cleber Machado, Ruiz Loberto, Sylvio Luís Ricardo, Luciano Não Vale, entre outros, comentários de George Cajuru (só na Cover ele continua trabalhando), Cracquinetto, Casagrande Senzala, Tatá Taravilha (da Turba do Titi) e muitos mais.
Todos juntos, vamos, pra frente Brasil, Brasil, torcendo pelo Écsa de 12 a zero em cima da Noruega na final, com golden goal olímpico de bicicleta de hRrRrRrRonário na prorrogação (o que fará Ronário jogar na Enefél em 2011!)
Dirseu Kabelo para a Salt Cover! Cover, a gente se lê por aqui.

Puts! Sacanárre, meu… esse cara não…

4 dez

Leopardi Luís, o locutor misterioso que deixa saudades, que valem mais do que dinheiro.

A Salt Cover amanhece mais triste. Um de nossos mais antigos colaboradores nos deixou. Lêids and gentlemen, Leopardi has left the building.

Leopardi Luís faleceu aos 68½ anos, e era o braço direito de Sylvio Centos desde o jardim de infância:

“Ma era lá, naquela escolinha, no tanque de areia, que eu e ele, diziamos as coisas que todos os bebês falam, mas a gente arrebentava, nenhum bebê tatibitava melhor do que nós. Os outros bebês paravam para nos assistir girar pião, sortear fraldas, entre outras brincadeiras. E eu disse a ele: Cara, prepare-se, bicho, vamos fazer rádio nesta vida, vamos ser comunicadores. Ele concordou: ‘É verdade, Sylvio, vamos levar alegria às pessoas! Topo! Vamos cairrr pra dentroooo!’ E foi assim que tudo começou”, diz Sylvio, em um Cover Repórter de 2001.
Anos depois, o bairro inteiro já parava para assistir Vamos Brincar de Pular Corda, com Sylvio e Vesgo Leopardi girando a corda, amarrada no poste. Esconde-Esconde foi líder de audiência durante vários meses seguidos  – e foi aí que uma idéia passou a perseguir Leopardi: esconder-se.
Pouco tempo depois, Leopardi ajudava Sylvio Centos à vender seus apetrechos no Mercado da Lapa, no bairro onde Sylvio Centos nasceu e se criou. Dona Ermenegilda, que mora na Lapa desde antes do Descobrimento, conheceu os dois ainda bem jovens. “Mas como falavam esses garotos, viu… Um ficava meio vermelhinho, nossa. O outro, com aquele cinto alto anunciava muito bem, e fazia a gente ter vontade de comprar os bregets, os bagúio que eles vendiam. Comprei o meu  porta-título de eleitor, ainda que o voto feminino só seria fosse liberado 30 anos depois!…”
Não tardou para que Sylvio Centos adentrasse o rádio. E lá vinha Leopardi, logo atrás. Na Rádio Racional, Sylvio era um grande sucesso, mas, humilde como é, creditava parte dele sempre ào seu fiel sidekick.
“Atenção, mulheres do Brasil, estamos chegando no seu rádio! Aumente o volume, ôeee!”
“Okay, Sylvio! Este programa é um oferecimento de Kolidos, o creme dental pra você que se acha o tal!”

E por aí foi. A carreira artística e empresarial de Sylvio ia de vento em popa, e Leopardi o seguia, não por interesse, mas pela amizade pura e genuína. Leopardi seria, mais tarde, o primeiro baterista do grupo que mudou a história da música no Brasil, o Grupo Sylvio Centos.

Aí você se pergunta: Sylvio fatalmente se encontraria com a televisão.
E porquê Leopardi não apareceria nela? Quem explica é Manoel de Móbrega, para a revista O Cruzado: “Quando Sylvio fez seu primeiro programa, na Tv Tupã, não havia espaço suficiente no estúdio. Então combinamos que Sylvio ficaria em um canto e Leopardi em outro, cada um com um canto de cenário diferente, com duas câmeras. Travadas, nem tinha cameramen disponíveis no dia. Eu era o diretor de TV na ocasião. Só que, na hora H, deu um pau na mesa e ela não mudava a câmera! E sempre que Leopardi falava, Sylvio aparecia calado… Felizmente ele percebeu a situação, mas levou numa boa o programa, meio dançando, mantendo a atenção do público quando o Leopardi falava. E estava criada uma idéia de sucesso: a dupla televisiva onde um dos dois não aparece!” Daí em diante foi assim.

Leopardi nunca ligou de não aparecer. Era só ele perguntar: “Boa tarrde, freguesa, que horas são, por gentilezaaa?” que todos já sabiam que era ele. Ou então: “Alôôô, Seu Manuel Gonçalves de Oliveira, me vê um cafezinho aííí! “. Ele era até que bem reconhecido, sobretudo pelas cartas que chegavam das fãs – as que sabiam como ele era e as que não sabiam. Ambas até com certa regularidade.

Sylvio Centos passaria por várias emissoras, até se firmar na Salt Cover, à convite do Jornaleiro Dr. Roberto Marítimo. Que fez questão que Leopardi viesse junto: “É como essas duplas que estão surgindo por aí, Bastman & Rósbim, Tônico e Tínoco, Cosme & Damião, etc. O Leozinho (como o chamava caridosamente) é até mais que isso, é como uma parte integrante do Sylvio.”
Samir Salt e Cristián Cover concederam à Leopardi a carteira de funcionário número 1 (é que antes disso, era tudo na informalidade… aí chegou a Era Vargas e sacumé). “Ba zord. Mas vê ze não bede aviso brévio, safarda!”, disse Samir, na época, ainda com dificuldades com nosso idioma.

O primeiro programa de Sylvio Centos na Salt Cover foi Quem Desdenha, Quer Comprar, em 1962. E já nesse programa, Leopardi dava o ar de sua graça. Assista, direto dos prodigiosos arquivos da Cover:

“Olha, Sylvio. Sabe qual é a diferença entre a bicicleta e o banheiro? É que na bicicleta a gente senta pra correr, e no banheiro a gente corre pra sentarrr!”
“Mah, só você, Leopardi…”

“OK, Sylvio! Sabe o que é um pontinho amarelo no alto de um prédio?”
“Não, não sei, Leopardi!”
“É um Fandango Suicida, Sylvio!…”

“OK, Sylvio! Sabe porquê não dá pra pôr um kibe na geladeira? Porque ele esfirra! E sabe porquê não dá pra botar uma esfirra no copo? Porquê ela não kibe!”
“Há háeee… Já já o Samir passa na tua sala, Leoparde, essa ele adorou!”

“Ok, Sylvio! Quantos portugueses são necessários para trocar uma lâmpada?…”
“Ma, háá, aqui temos um só, o Oliveirão, que tem dois metros e quinze, nem precisa de escada, e ele quer falar contigo, Leoparde!”

E assim foi em diversos outros programas. Um que marcou época foi o Sinos de Jerusalém, uma gincana na qual Sylvio andava de asa delta, saltava de pára-quedas e nadava pelo litoral… de Recife, pra ficar mais emocionante. E Leopardi não ficava atrás, andando de picape de uma forma que inspiraria anos depois a criação daquela série Duro na Queda. Em 130% dos programas apresentados por Sylvio (só uns 200 títulos diferentes), Leopardi está presente, incluindo o programa Domingo no Padre.

Todos sabem  (ao menos os que acessam a “Página do Sylvio Centos” – site que ainda non ecsíste, mas tudo bem) que Sylvio já gravou mais de 40 discos. Aqueles, de marchinhas de batalha naval.
Mas poucos sabem que no lado B, Leopardi fazia participações muito especiais cantando R&B , smooth jazz e new jack swing, inclusive em dupla com Sylvio, para delírio dos fãs do programa.

O último trabalho de Leopardi foi no programa Gire Mais com Jequitinhonha, (aquele que as pessoas chamam de Aloprando) o programa que Sylvio Centos mais estava gravando ultimamente, e do qual, sem ninguém notar (só a MojoTV), Leopardi participou disfarçado no último Criamsa Experamsa, foi a última vez que ele foi visto na frente de câmeras profissionais.
Esta matéria tá longa pra k7, em breve retornaremos com matérias mais alegres, cöeridos telespéctadores.

Sacanárre! Ipobre não dá a si próprio e deixa a gente na mão

3 dez

O Ipobre, neste úrtimo domingo, não se deu à si proprio, gustamente quando a Salt Cover estava no ar com o Banal, e uma certa emissora concorrente exibia Na Fazenda, realite show da Dismantle Inc., deixando-nos à nós na mão. O instituto universal brasileiro alega que houve uma falha simultânea na Vodafone e na Portugal Telecom, o que é estranho, já que essas empresas não  operam no Brasil. Depois do apagón, os resultados divulgados no dia seguinte se mostraram um tanto surpreendentes:Daniel Pilho, da Descontroladoria Geral de Informações da Salt Cover, afirma: “Não é a primeira vez que o Ipobre prejudica a Cover! No último apagão de energia elétrica, a Bispord deu 45 pontos! Aliás, aproveitando, o Ipobre estaciona o carro na minha vaga, passeia com o cachorro na minha calçada e outro dia ficou ouvindo música alta até as 3 da manhã! Aaaaarhghhhhh…”
O Ipobre, em nota oficial, mandou a Salt Cover ir pentear macaco. De São Pablo, Angélica Dassoin Antibes para o Jornal da Cover!

Êêêêêê! Nampsons fazem festa party em Budapeste celebrando seus 16⅝ anos!

20 out

Budapeste parou e reclamou do trânsito para comemorar mais um aniversário dessa série que é como todas as outras, The Nampsons! Aí você me pergunta, mas como em Budapeste, se eles não são europeus? E nós respondemos, é pra escapar de la rrustícia e do EQAD.
E a galera grita “Boldog évfordulót, a Nampsons!”, um grito de guerra que contagia a todos, mesmo os que não falam húngaro.
Prendall Strowing, o autor da série, não poderia faltar. E mesmo dando mil desculpas, como a gripe suína, o tratado de Tordesilhas, o Foro de São Paulo, e até mesmo o sapinho (A1, disse um sapinho para mim), ele foi arrastado por sua produtora 18rd Centaury Wolf para Budapeste, onde foi reverenciado pelos nerds, os únicos na multidão que o reconheciam. “Sacanagem, meu! Sacanagem!”, dizia ele, sem notar que šakka nàgy era “reverencio-vos por vossa gentileza” em húngaro, o que só piorava sua situação.
A galera só largou Prendall quando os próprios Nampsons chegaram. Na verdade, quatro integrantes do Fórum Cospray Brazil e um anão do Cântico na TV no papel de Peggy, com roupas confeccionadas pelos campeões em concursos internacionais Thaís Yuri e Marcelo Aardvärk. Como eles são feras, ninguém notou nenhuma diferença.
“Hhhhhhhhhh”, berrava o público (em tradução livre, “êêêêêê”, em português)

Os Nampsons são recepcionados com festa party em Budapeste

Os Nampsons são recepcionados com festa party em Budapeste para celebrar seus seus 16⅝ anos.

Com tudo isso, procuramos Prendall Strowing no meio da multidão (caramba, nem entrevista coletiva tem nessa bagaça? Ê evento fuleragem!). “Estou com dor de cabeça, enjôo e jet lag (obrigado, Aeroflop), mas puts, estamos mó felizes, né, são 16 anos e pouquinho dessa série, que eu achava que iria durar uns 13 episódios. Ou 8, sei lá, como Pob, o PB Palante. Ou 3, como Super Vaca. Ou nem isso, como Tainy Tum vs. Animanianques. Enfim…”

Prendall aproveitou para responder à imprensa húngara as mesmas coisas que ele responde para todo mundo, um FAQ da série que ele já decorou faz tempo. “Penso que a gente deve se divertir do mesmo jeito que devemos comer, isto é, no Meck Dônalds…” “Os Nampsons foram criados em amigos meus que jogavam bola em Mogi das Cruzes.” “Na verdade, antes de serem dois lobos, os Nampsons eram dois patos com roupa de marinheiro, mas achei arrojado demais e preferi partir para algo mais tradicional.” “Sou são-paulino, no Rio torço pro América.” “Rainyday foi inspirado em um fila brasileiro que me mordeu quando eu tinha 16 anos porquê eu estava analisando as patas dele para aprender a desenhá-las, e adorei essa experiência, tanto é que eu fui mordido por mais dois cães depois”. Etc, etc, etc…

Os fãs, claro, estavam amando o evento, mesmo que estivessem a 40 metros de tudo, atrás da imprensa e de grades amarelas. “Meu, tô super feliz, cara, ainda mais porquê o Kenny D vai tocar agora o tema dos Nampsons, meu!!!”, gritava emocionado o estudante Luís Bossa. “Δλ, мό lεζαl, сαгα!”, dizia Epígrafis Apóstrophes, um dos vários fãs gregos da série. “Μμιτσ lσсσ εςςε ευεητσ, cαгα.” Uma caravana phrancesa também estava no local, pedindo encarecidamente para a série meter o PAL no presidente Ѕагсоzí, assim como fez com vários outros prestigiosos políticos internacionais, alguns até que perderam seus cargos, como o primeiro ministro Fernànd-Henry Cardose. “É uma possibilidade…”, disse Prendall Strowing ao notar o clamor da multidão, que lembrava o de sua própria cidade ficcional, com aqueles garfos de feno e tochas acesas, às vezes.

Então, é isso ái, parabéns aos Nampsons pelos seus 16⅝ anos. Que venham mais 16⅝ anos por aí!