O que raios é Salt Cover?!

Na real: Salt Cover, por enquanto, é uma brincadeira. Algum dia poderá a vir a ser algo mais concreto, como uma produtora de vídeo ou animação, mas por enquanto, ela só existe (em um amplo espaço, aliás) na cabeça de seu mentor intelectual.
E  é uma brincadeira velha, aliás. Tudo começou com a Rádio Salt Cover, criada em agosto de 1992, quando vocês ainda não eram nascidos, em fitas cassete, e tendo como equipamentos um gravador e um piano Fritz Dobbert, no qual descobri, por acaso e sozinho, a música popular, depois de vários anos tocando música erudita sem muito sucesso. O piano daria lugar a teclados da Casio, em uma lenta evolução.
(Parece fácil falar isso aqui, afinal o papel e o HTML aceitam tudo… Em breve vocês vão ouvir músicas daquela época, tão toscas quanto algumas que tem hoje em dia.)

Em agosto de 1995 nascia a Televisão Salt Cover, com uma câmera 8mm (não as fitinhas de cinema, ô meu, as de vídeo mesmo!). A bem da verdade, uma volta às origens – em 1987, eu tinha 11 anos, eu já tive a minha disposição uma câmera VHS, que não aguentou o tranco.
Só que não existia o nome Salt Cover ainda, criado a partir de um personagem de um disco infantil. Adotei porquê me parecia um nome polissilábico, como “Rede Globo” ou “Walt Disney”, sei lá (e no fundo, a Salt Cover parodia principalmente as duas).

Em 2000 me formo editor de vídeo e diretor de TV profissional, pelo Senac, com DRT.

A brincadeira prossegue. Em 2003, devido à necessidades de fazer edições de vídeo, adquirimos uma placa de edição profissional (Pinnacle DV500), e a Salt Cover ganha a qualidade broadcast que sempre sonhou. (Bem, em standard definition, mas, segue, ténica, segue.) Isto, claro, nos momentos de fuêlga, quando não estavamos editando coisas sérias, como casamentos e coisas que tais.
Em 2005 começa a revolução. Descubro, por acaso, o serviço de vlogging do Videolog, que na época usava vídeo em streaming. Inspirado pelo site Página do Rafinha (de um rapaz que talvez vocês conheçam, Rafinha Bastos), que conheci no ano anterior, resolvi fazer uns WMVs e postar lá.

Em 2006 entro para o site que dividiu a Internet entre antes e depois dele, o YouTube. Lá coloco cerca de 20 vídeos que conquistaram uma geração. Ou não, sei lá. No YT, os vídeos são praticamente todos de computação gráfica e efeitos visuais, ou animação em 2D. (Minto: Tinha redublagem também, mas tirei do ar depois do fatídico 2007, em que baixaram os canas por lá. As redublagens podem voltar, quem sabe, em esquema offline.)  E em 2006 começo a trabalhar, finalmente, pra valer, com edição de vídeo.

O vídeo mais acessado, que satiriza o final das programações da Globo quando esta saía do ar de madrugada, teve, até onde eu sei, mais de 22.000 page views (hoje a Globo sai do ar de madrugada uma vez por mês ou menos). Índice irrisório comparado aos web hits de hoje, como a Stefhany e outros, mas enphim… [Ainda mais depois que o mundo conheceu clipes como Baby e Gangnam Style.]

A phesta meio que termina em janeiro de 2008, com o aumento do ritmo de trabalho, mais outros fatores que impedem, temporariamente a criação de novos vídeos.  Para não deixar os fãs órfãos, os blogs do “grupo”  são fortalecidos quando de sua transferência para a WordPress, onde estão atualmente. E nasce a Rádio Salt Cover em seu formato digital.
(Espero conseguir voltar com esse podcast, que era sensacional.)

Depois de um longo e tenebroso inverno, e de algumas Sessões da Tarde de terapia, a Televisão Salt Cover voltou à ativa em 1º de abril de 2010, em uma nova conta no YouTube. Com um diferencial: elenco e recursos humanos.

O sucesso começava a baphejar as nossas velas. O vídeo “As Paulistanas”, sátira da minissérie As Cariocas, foi mencionado na coluna de Flávio Ricco e foi visto pelo pessoal da produtora que fez a série original – e isto é sério!
E mais: acabamos nos tornando conhecidos de algumas pessoas, que nos fizeram ser colaboradores da temporada 2011 do programa Comédia MTV. Muito embora, muitos digam preferir a temporada anterior, e um dos maiores sucessos desse ano foi justamente o quadro do Mendigo Show (Paulinho Serra), cuja vinheta foi uma das TRÊS feitas pela própria MTV, no esquema antigo.

Mas em 2012 começa uma nova entressafra devido a Vida Real Produções pegar pesado comigo e com os nossos parceiros, que agora congregam conosco em outras plagas. Em setembro de 2013 a própria MTV Brasil encerra suas atividades, e hoje em dia, o Repórter Vesgo pode chegar perto daquele prédio no Sumaré o quanto quiser, mas não tem mais graça…

Em 2014, estréia, e isto é de verdade, na televisão real (não nesta, surreal) um programa de humor que tem muita coisa deste projeto – só não tem um determinado gordinho da Paulicéia barbudo com cara de japonês e tendências à depressão: o programa Tá no Ar, a TV na TV.

Em 2015, de forma semissuicida, eu, Igor C. Barros, retomo e assumo o canal da Salt Cover no YouTube, agora que finalmente computação gráfica deixou de ser um problema para nós – problemas na CGI foi um dos causadores do

Quem fez a Salt Cover, pode fazer muito mais

Igor C. Barros – cujo nome em sânscrito significa “Boa sorte, você vai precisar”

nosso primeiro fim, em janeiro de 2008. E, doravante, retomo este bluêg que vos fala.
Dizem que a existência real do programa Tá no Ar meio que teria matado a Salt Cover… mas tentarei provar o contrário, ao melhor estilo Paulo Malufe, que “QUEM FEZ A SALT COVER, PODE FAZER MUITO MAIS!”

Enfim, Cover e você, nada a ver! Ou…

“Na União Soviética, a Cover assiste VOCÊ!!
– Reversal Russa sobre Salt Cover

“Em Salt Cover, VOCÊ!! assiste a União Soviética”
– Inversão Russa Reversa sobre Salt Cover

“Na Holanda, a Salt Cover se assiste sozinha, não precisa de VOCÊ!!
– Reversão Holandesa

“Na Iugoslávia, você iugoslaviza a Salt Cover”
– Entreversão Iugoslava sobre Salt Cover

“Na União Europeia, assistimos a Salt Cover JUNTOS!”
– União Europeia (agora é sem acento) sobre Salt Cover

“Em Togo, você saltcoveriza o assistimento.”
– Inversão Togolesa sobre Salt Cover

“Salt você Itália, assiste Cover a Na.”
– Desorganizal Italiana sobre Salt Cover

“NoÄlemanhavoßëazistedasßaltKöeverFernsehen.”
– Junção Alemã sobre Salt Cover

“Na Anarquia, a Salt Cover não é sua, é de todos!”
– Inversa-Anárquica sobre Salt Cover

“Em Mianmar, a Salt Cover liga você e sintoniza no seu cérebro com o controle remoto”
– Reversão Invertida Mianmariana sobre Salt Cover

“No Uruguai, você assistiria o Canal do Boi e olhe lá…”
– Restrição Uruguaia sobre Salt Cover

“Em Portugalzes, nozes assistímoses as Salts Côveres”
– Plurificação Portuguesa sobre Salt Cover

“No Haiti, NÃO HÁ Salt Cover!”
– Escassez Haitiana sobre Salt Cover

“Quem assiste a Salt Cover é MOTUMBO!!
– Retroversão Motumbista sobre Salt Cover

IÁÀÀÀÀÀÀÀ
– Égua Voadora sobre Salt Cover (zoei agora, dscurpaê… se bem que também tem o AAAAAAAAA, que é quase igual)

Essa é uma série de bordões criados pela Desciclopédia, pretensa sátira da Wikipédia (pretensa, porquê as vezes, consegue ser mais verdadeira que a original…). A Salt Cover, durante algum tempo, também fez parte daquelas páginas. Não está mais lá por culpa nossa, mesmo, com essa inatividade forçada. Mas, quem sabe, algum dia voltaremos, e com o nosso time completo – Salbo, por exemplo, sequer foi citado nos artigos que zoam personagens de sua categoria…
Mas uma criação minha, paralela à Salt Cover, foi adotada pela Desciclopédia: a TBS, Televisão Brasileira de Sistemas, que seria o pior canal de televisão do mundo.  Digamos, um SBT depois da bomba atômica.
Na Desciclopédia ela faz parte do Mundo do Contra, onde todas as coisas são ao contrário – lá, provavelmente, eu seria Rogi X. Areias, o maior empresário televisivo do Brisal (e postador de 90.000 vídeos no MonthlyMotion), conhecido por seu topete e físico sarado, e dono da SBT, Sugar Base Television!… Etc, etc…

Então, Salt Cover não é refrigerante, mas é isso aí!

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8 Respostas to “O que raios é Salt Cover?!”

  1. KEKPRODUCOES janeiro 21, 2009 às 1:04 pm #

    QUERO SABER QUAL A LETRA DO LOGO DA GLOBO
    POSTERIORMENTE A QUAL VOCÊ USOU PRA ESCREVER SAT COVER AI EM CIMA

    OBRIGADO

    > É a Avant Garde, um tipo de letra bastante disseminado, mas com algumas alterações feitas manualmente em programas de gráficos vetoriais – algo mais ou menos assim também foi feito por Hans Donner para criar a ‘ligature’ GL com o L inclinado, que não existe no typeface original. A fonte pode ser encontrada, com esse ou outros nomes (Trendex SSi, Avenir, etc.) na maioria dos sites de fontes TrueType da Internet. Mas há outra versão do logo da Salt Cover, a mais habitual, usada nos vídeos que eu fiz para o YouTube, que foi feita manualmente, por isso as letras parecem diferentes dessa.

  2. Mini TV dezembro 13, 2009 às 1:53 pm #

    Ola igor, quando começam as inscrições para o Big casa dos artistas no limite Brasil 10?

    > Na verdade, comecçam assim que a gente terminar de editar o BCANLB8 ! O BCANLB9 já está em fase final de gravaçãs.

  3. Mini TV janeiro 7, 2010 às 10:11 pm #

    Ola Igor, eu quero saber, quando a Cover chega no Haiti, tem muitos haitianos que precisam de você.

    -Han… Nada a ver!
    [ A Salt Cover voltou em http://www.youtube.com/tvsaltcover ]

  4. Fernando Noronha de Lara Mota janeiro 30, 2010 às 9:42 am #

    Estou criando uma wiki da Salt Cover, o nome é Coverpédia. Está em fase de desenvolvimento, mas se quiser conferir, racha aí: pt-br.saltcoverpedia.wikia.com

  5. Daniel Alves do Nascimento fevereiro 13, 2010 às 5:42 pm #

    Igor, a Salt Cover está sendo muito melhor. Mas, esta paródia da nossa televisão. Espero que continue se divertindo com este canal tão engraçado. Saudações!

    > Obrigado, embora faltando alguma coisa sei o quê

  6. Murilo fevereiro 19, 2010 às 11:05 am #

    A Salt Cover pode virar uma emissora quando vc entra no youtube e em baixo da página está escrito Testtube e depois clique youtube streams e faça o canal Salt Cover e deixe a emissora funcionando 24 horas por dia

    > Obrigado pela audiência e pela sugestão. Gostaria de ter alguma solução em streaming, mas não é certeza que a gente vá fazer isso. Falta tempo nessas 24 horas!
    [EDIT: A Salt Cover voltou em http://www.youtube.com/tvsaltcover ]

  7. eu... abril 18, 2010 às 11:32 pm #

    Apenas a metodologia Desciclopeiana da União Europeia não existe lá…
    > Eles devem ter mudado essa parte…

  8. Donaldo outubro 23, 2010 às 11:33 am #

    Devia haver um slogan internacional que era assim: “em qualquer parte do mundo, desde Portugal até à Austrália (excepto a Argentina, e Antártida), Salt Cover, agente se vê por aqui.”

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