Arquivo | julho, 2008

O sol subiu no hórizonte e amarélou… C#m7… Gmsus4…

31 jul

Brasólia, urgemte!! O ministro Gilbert Gilliam está sendo saído do governo, por motivos obscuros e não esclarecidos. Pelo menos porquê a única equipe de reportagem disponível no momento era do Pano na TV
A cantora Pietra Gilliam, philha do ministro e atualmente tão famosa quanto ele, também não quis comentar o assunto. Nem o presidente. Nem o Repórter Fesgo. Nem o Felipe Andrealo do QCQ. Nem o Veird Al Petkovic. Nem o Datrena, em Barintins. Na verdade, ninguém quer comentar @$$#% nenhuma nesse país, k7!!! O quê, tá no ar? Delcivan Gonçalves, para a Salt Cover!

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Top Fáive da Coveerrrrrrr

30 jul

– Oláááá telespectorantes da Cover. E atenção, vamos dar as mãos e os pés, porquê está na hora dooooo
*TOP FÁIVE!!! DA COVER!!* Powered by Ipobre. Ipobre. Soluçöes para quem não tem problemas!
– Nossa, assim, desse jeito, estou me sentido como o meu Tio Nelson! Úúúúú…
– Silêncio! Atenção, vamos lá:

5. CAMINHOS DA DECORAÇÃO (novela 19hs cap. 18 ) – 15 pontos

4. ZICKY ZIRA E OS FIGURANTES ATÔMICOS (animação – ep. A Banda de Rock Super Atual Repleta de Mullets e que toca Piano junto com o Baixo Elétrico – 1986) – 19 pontos

3. POR TODA A MINHA DÍVIDA – Especial Wenudo – 27,5 pontos

2. TAPA NAKARA (novela 21hs. cap. 504) – 58 pontos

1. CHASVE (ep. O Dia em que Cortaram a Perna do Chasve v.1 – 1954) – 79 pontos

0. COVER REPÓRTER (ep. Châck Nórris, a Trajetória de um Vencedor) – 284,9 pontos na escala Richter

Sensacionalllll!!! Este foi o Top Five da Coverrr!! Marcelo Zás-Trás, dos estúdios do QCQ, para a Salt Cover!

Cover Repórter: A incrével hestuéria de Ruán Sebastián

29 jul

Há cerca de 25 anos atrás, o empresário Ruán Sebástian de Rresús Lopes, 58, não conseguia dormir. “Ouvia muitos ruídos, picaretas, furadeiras, que só poderiam vir debaixo de mim. É como se estivessem escavando algo. Mas o quê? O que poderia ser esse algo? Talvez um templo desconhecido de uma sociedade secreta formada por anônimos invisíveis?… Não, senão não fazia aquela barulheira do caramba. Era algo mais… Concreto!!”
O que a suposta sociedade não poderia imaginar era que Ruán Sebastián era dono de uma empresa de perfuração de poços artesianos.
“Eu tinha certeza que o lençol freático estava abaixo de onde vinham os ruídos. Já tentei escavar um poço aqui em casa, mas, sacumé, casa de ferreiro, espeto de pau. A broca não chegou no lençol freático, e se eu quisesse conseguir, teria que tirar outra, mais longa. de uma obra que eu estava fazendo, então, deixei pra lá.
Então, certo dia eu peguei todos os meus equipamentos e coloquei dentro do meu quarto. Afinal, eu já não gostava mais daquele piso de madeira velha. E comecei a perfurar, embaixo de onde estava a minha cama.”
“Me recordava perfeitamente da argila que saía pela broca. Mas quando comecei a dar com uma camada de concreto, foi quase como se tivesse saído petróleo. Era a prova que ïo no stava pazzo, como gritava o meu vizinho… E de repente, POF!! Saiu um vento como se eu tivese tirado a rolha de um vinho… Quer dizer, vinho não tem aquele cheiro horrendo, mas enfim…”
“Parecia que havia um vazio de uns 10 metros de altura abaixo do solo. A essa altura do campeonato, toda a família estava nessa, e nem comemorou o penta do Brasil naquela época. Nós só queríamos saber o que era aquela coisa embaixo de nós…”
“Então o Juninho ‘Subnutrido’, meu sobrinho de 7 anos, resolveu entrar. Como o pai dele era alpinista, eles concordaram. Só me passou na hora um arrepio, como se pudesse acontecer alguma infecção por causa do ar parado, semelhante a ‘maldição das pirâmides’. Mas o ar estava circulando lá dentro. E eu disse: Juninho, liga o flash e manda ver!”
(continua…)

Notícias Níws: Depois de energia elétrica, água e telefone, chegou a vez de saites deixarem as pessoas na mão

22 jul

As pessoas que tentaram acessar o Yogurt neste final de semana se depararam com uma placa de “Desculpem o transtorno, estamos servindo para melhor trabalhá-lo”, ou algo assim. Segundo fontes fidedignas de tomarem um peteleco nas zoreia, o Yogurt estaria [suprando o content] de artigos, adjetivos, verbos, siglas e antropônimos presentes nas conversas anteriores a 2039. Outros afirmam que o site apenas fechou para reformas na parte elétrica e no piso, ou para apagar perfis duvidosos, como os de Rúlio Iglésias, Salcy Fufu, entre outras personalidades que normalmente não fariam parte de um site com essa fama.

Quem está rindo a toa é o pessoal do Mais Peixe, aquela rede de relacionamentos que deixa você botar MP9, COM, BAT e PIF no seu perfil, e que já revelou artistas como Gästen Timberkale, Alícia Chaves, Fergue, Riana, Neli Fonseca e esses outros aí que ficam cantando essas musiquinhas com som de telefone e sem reverb no vocal e tudo afinado via computador. O Mais Peixe teve um acréscimo de 3604% de usuários, sobretudo os fãs de Pob Spanja, que vem sendo muito maltratados na rede. Com imagens de Pint Sqüím, Amanda Linux para a Salt Cover.

[EDIT, direto do master:  Postagens, em blogs não-humorísticos, a respeito deste assunto, estão tendo entre 150 e 2000 comentários. Tudo de orkuteiro, pela, digamos, sintaxe e estilística dos comentários. Bem, chegou a vez deste blog também bombar! Dá-lhe Yogurt!… A propósito: vocês acreditam que o outro trocadilho que eu usava para o site em questão era um dos termos mais procurados em mecanismos de busca que acabavan indicando este blog?…]

TV à lenha: As novelas de antigamente

19 jul

Bophé, caros lectores. Muitos me argüem-me à respeito da novela Chaminhos da Decoracção, que é algo totalmente novo, com epheitos especiaes à mancheia, e personagens que parecçem saidos da imaginacção inphantil. Bhem, conphesso que assestè a um, quiçá does chapítolos, e achei-os por demais surreaes para o meo gosto um tanto chacspiriano. Gá o meu bysneto, Cauâ, de 3 anos e meio, gritava perante o televisor: “Animal, aê!” O che me phaz trelembrar, neste espacço, as novelas d’outrora. Mas não são aquellas que teus pais se lembram em dethalhes, como “Pão Pão Queijo Queijo”, “Ator com cachet se paga”, ou “Paparicando”. São outhras!! Muito outhras…
Como por exemplo, O Milksheik de HD – embhora phosse em preto e bhranco, prophetizava com incrível precisão o phuturo da nossa TV! E o que dizer então de 47724 Orgente, que marcharia a estréa de Assunção Pyres e Marcisio Teira como o casal número 1 das therlenovelas? Ou a thrama que revolocionaria a esthética dhramarrgpscosjdof… enfim, das novela, Ênio Roqueféler?!
Tive a phelicidade de phazer parte da prodocção dessas thréês novelas. Na premeira, era cabomân da châmera 3 – o deretor ainda teve a pachôrra de dizer-me: “Tem ânimo, grumete, que algum dia ainda chegarás a cabomân da châmera 1!”. Morreu em 1979 o dhesgracçado… Mas phelo menos eu thambém estreéèi em phrente às mesmas: no chapítulo 345, eu era um charteiro que enthregava uma carta ao Milksheik. Era uma charta-bomba. So me recordo de que eu suhava phrio, porquê não podia deixar disparar a trachitana que o pessoal da técnica colochou dentro do envelope, que esphalhava pharinha em todas as direcções ao se abrí-lo o mesmo. A cena era ao vivo, eram então 17h42.
Soh me lembro de che tão logo larguei o envelope, antes de ele chegar as mãos de Paulorobertus Martins, a charta esplodiu. “Dâmit”, como diz meu sobrinho que mora nos EUA hogge em dia. Era para explodir depois, só na mão dele.
Com uma brelhante improvisacção, ele se lançou ao chão, em meio à pharinha, e fazia gestos de che eu phizesse o mesmo. A sonoplastia com o som da hesplosão chegaria uns 5 segundos depois, mas ouviram-se até aplausos dentro do antigo estúdio A. E no meio, o vozeirão da actriz Lucirmélia Estéfano (hoje dubladora de Jêimes “Earlo” Jones), nachela que seria a sua phrase mais phamosa: “Hã… Ele… O… Sheik eix… explodioooo?!”
Na novella seguinte, tudo transchorria às mil maravilhas. Exceto nachela cena onde o casal phazia um jantar à luz de velas no meio de um phosto de gasolina, e em vez de accenderem-se as vellas, Marcísio Teira accendeu phoi a cobertura do phosto, mas tudo bem. Dizem que a phrase “Eu perdi a minha sobhrancêlha” é de altoria de Marcísio Teira, não de Adamo Salvaje, do phrograma Mits dos Bãsters.
E em Ênio Rocquefeller, phoi a nossa consagracção, phoi a minha primeira novela como opherador de mesa de chorte. Foi uma novella sensaccional, inteprectações empecáveis, eluminacção de premeira com lampádas de 60 váts enphiadas em thubos de papel higiénico… Nessa novella os personagems comecçavam a se parecer com pessôas normaes do chotidiano das ghrandes cedades, e gracças ao gêneo Pedro Penélopes, os títulos das aberturas passaram a apareccer inclinados (a edéia veio porchê eu colochei no ar um títolo que ele não tinha ajusthado aindha…) Enphin, nada áh como as novelas dos temphos de outrora d’antigammente.
Pra cer cinsero, nem mesmo a Internete se chompara à Internete de antigammente…….. Televídio Passalacqua lhes diz-lhes!!

Gabriel Gantas é solto pela 2680425788349013ª vez (e contando)

12 jul

O bregaempresário Gabriel Gantas, da OIBR, mais uma vez, é solto pelo poder Judiciativo. E aceitou trocar umas idéia aê com a nossa pseudoreportagem:
“Oi, digo, OIBR… Rapaz, como cês aguentam ficar vendo isso? Cês não cansam, não?…”
“Já estou acostumado. Quer dizer, até a 30.3457ª vez… Já sei de cor os nomes dos avôs e avós paternos e maternos de cada um dos seguranças do prédio, e o pessoal já reconhece a minha voz no telefone.”
“Tá legal. Estou um pouco cansado disso. Só queria ficar mais de 2 horas em um lugar só… nem que seja aqui mesmo. É bom aqui. É como um dos quartos mais baratos do Conrado, de Purta del Oeste. Tem couvert com pão de queijo.”
“Eu tenho família, rapaz. Eles também estão apreensivos. Bom, nem tanto… Ah, sei lá. A galera até tá me zoando: aquele ali me falou: ‘Até a próxima, sr. Gantas!’ Fala sério!”
“E o pesoal daqui é legal. Inclusive eu estou levando pra minha sobrinha, que ela pediu, uma carteira que o pessoal usa daqui, aquelas, de couro, com o logo da corporação, pra ela brincar de polícia e bandido.”
“Ah, o Jaca Paládium Wendells? Aí… Sabe aquele ditado popular, ‘não zoe quem paga a tua conta na churrascaria’? Pois é, meu filho. Jaca IS THE GUY. É por causa de J. P. Wendells que Châck Nórris bate em todo mundo e não é preso! Pensou que era só por causa dele próprio, mané?”
“Estou tranquilo, não tem por quê não estar.”
“Se J.P. Wendells trabalhasse na União Européia, os times liberariam o Kakå, o Sonaldinho Maluco, o Jagner Love, o Etô, o Chevchênco e o Materazzi pra jogar na seleção! Ah, e o Puscas!”
Daqui a pouco tem mais. Neston Morais Geneto, para a Salt Cover!

Foliciais feredais realizam seu grande sonho!

11 jul

Ontem, ao meio-dia, a cidade de Peverly Rills, Calipórnia, Estados Zunídios, vibrou como nunca se viu. Normalmente acostumada a circulação de carros luxuosos e artistas de Róóóólywood, Peverly Rills fervia com a apresentação de um show que nunca esperavam ter visto, em plena Rodeo Drive de Disquete 3½, no centro da cidade (sim, é uma cidade mesmo!)
No mesmo palco, Matronna e Mighel Jacson cantavam em duetos músicas de Drebie Gríbson, como “Friends in our eyes”. Em seguida, entrava o V3, cantando “Sundae, bloody Sundae”. E isso era apenas a abertura!
Perguntamos para uma simpática jovem de óculos escuros e boné, na platéia, incrivelmente parecida com Giúlia Róbertes, o que ela achava daquele show, que nunca tinha acontecido ali. “Sensacional, nunca me diverti tanto”, disse, gritando, tal qual um usuário de abadás durante os desfiles no Brasil. “Mas eu vim aqui por causa deles, ó”, apontava para a bandana em sua cabeça, com o nome do grupo que faria o principal show da noite.

O V3 sai do palco. 3 minutos de palco as escuras, até que ouve-se a voz retumbante de Bili Cristal: “E agora, senhoras e senhores, vamos receber… Palhares… Pasquarelli… Simões… Gonçalves… e Castroooo!! Folíciaaaa Feredal do Brasil!!” A platéia vai abaixo, e ainda bem que embaixo não tem metrô, senão…
“Obrigado a todos… Vocês são maravilhosos. Obrigado, Cinsinatti! Digo… Peverly Rillls!!”
Não interessa se os nomes são meio difíceis de se pronunciar. O público vibra com cada música, e com cada discurso em inglês macarrônico do vocalista Simões, o único que manja mais ou menos dessas coisas. A banda abre o show cantando o country “Everybody, clap your hands and stomp your feet”, dos cantores Black River & Lemons Only, que só não puderam estar lá porquê tinham um encontro com o presidente Buch em Uóxington DS. Nem os repórteres do Entertanight Toniment escapam da coreografia da música.
A platéia dança e se agita de qualquer jeito, mesmo que não tenha nada a ver com o som da banda, o que interessa é a curtição.
O show termina as 3 da tarde, com o bis da power ballad “Countryside Moonshine”. Lentamente, a multidão volta pra casa a pé. Muitos exaustos, mas emocionados com a performance dos “fab five from Brazil”, se perguntam: “Eles são foliciais mesmo? Mas são muito talentosos! Poderiam fazer só isso”, diz o cabo Frampton. “Mas eles devem ter muito mais coisas pra fazer, não? É um hobby, dos mais interessantes.”
Tentamos entrevistar o conjunto, que estava exausto, mas feliz. Apenas o baterista Pasquarelli tem condições de falar. “Positivo! Atestamos que o show foi de grande eficácia. Houve por parte do público presente uma grande comoção, QSL? Foi observada uma grande movimentação com altos níveis de decibéis, o que é normal, posto que o evento transcorreu conforme o horário estabelecido, positivo?” Com imagens de Mestre Vitalício, Francisco Tosé para a Salt Cover. Televisão Salt Cover, o último a sair, apague a luz.

Perfil: Seliz, do Ali Acolá

10 jul

Nome: Quê? Ah, Selizberto Regino, o homem do tempo. Mas que adianta…
Idade: Sei lá, não importa mais…
O que você fazia no Ali Acolá: Previsão do tempo. Ô meu filho, nunca viu não?? Mas se eu pudesse prever o que aconteceria… Se eu tivesse previsto isso…
Do quê cê tá falando? Que o sol não ia nascer hoje.
Ma che Olha lá fora. Já são 8:10, e tá escuro ainda!
Mas como?? É eclipse? Que nada. O sol não nasceu, mesmo, rapaz. Ficou lá, onde estava essa noite.
Puts! Meu! E agora?! Como vai ficar o mundo? Eu é que sei? Já disse, essa eu não preveria mas nem a pau.
Mas você consegue, eu sei! Eu acredito em você! Vamos lá! Preveja o que vai acontecer!! É mesmo, é? Então tá, amigo. Só me vem uma coisa na mente.
O quê? Um cartaz… Mais ou menos assim… Café Pil Pil apresenta stand-up comedy com Igor C. Barros.
ÂÃÂÂÂÃ… *repórter se joga pela janela, atravessando os vidros* Eu falei, rapaz! E se ninguém intervir, é o começo do fim! Alguém precisa fazer algo a respeito !!! Mas quem?! QUEM?!
*agonizando* Obrigado… pela… entrevista… Danilo Hood, para o… Caiga Quien Custar… isso se o programa ainda existir, depois dessa!…

Salt Cover invade a mídia! E dá erro de verificação cíclica de redundância

8 jul

Pois é, depois da Desciclopédia (a enciclopédia livre de conteúdo que qualquer funcionário da Cover pode editar), a Salt Cover foi mencionada, assim, meio que pra lá de indiretamente pelo G1. E isto é só o começo! Em breve estaremos também em grandes e conceituados sites, como:
Vermelho.org (um dos bois de Parintins)
OPhuxico
Jovem Nerde (aquela rádio onde trabalha o pessoal do Pânico)
Portal do Lion Wolfe (Diretas já!)
Brog do Pedrinho
ÉpocaEstrago
Kibe Banguela
Jacaré Loco
Cocadavárzea
MidiaIndependente F.C.
ClickRDS
Gaveta Mercantil
Trator Ecanômico
E muitos outros!… Não pêrda!!

[Verificação Cíclica de Redundância tem sido um dos termos mais procurados pelo qual as pessoas acessam este blog, de humor, apenas. Em respeito aos internautas, e uma vez que a Wikipédia se cala perante o assunto, isso aí é apenas a descrição para dizer que o drive não conseguiu ler a mídia mesmo depois de muitas tentativas. Já vi esse erro acontecer tanto com DVDs quanto com disquetes de 3 1/2 polegadas… Para DVDs, uma solução para esse problema que eu vi por aí seria deixar gravadores de DVDs sozinhos no canal IDE.]

Sacranagem! Desenhos da TV invadem o teatro

4 jul

Atores teatrais não são adolescentes, mas estão revoltados. Depois das modelos e dos ex-participantes de reality shows tomarem muitos de seus lugares em telenovelas, agora, quem diria, são os desenhos animados que estão invadindo o teatro. Desde as Taratrugas Nija, em 1991, com sua montagem de “Vestido de Debutante”, de Nelson Nodrigues, os desenhos animados tem um caso de amor com os palcos.
Só em São Paulo, são trocentos espetáculos em cartaz (se bem que já já a prefeitura arranca) com desenhos animados: Plebéias Trisney On Ice, Hi-4 Cover, Choranguinho e High Norance Míusical On the Rocks. “Ah, mas HNM não é desenho animado!” Ainda, meu filho, ainda…
O ator Bragner Moita (eu já devia imaginar…), em cartaz com a peça Ômelet, afirma que eles estão “predando mercado de trabalho de atores veteranos de teatro, como Sérgio Brittadeira, Marilda Pêssego, Marco Alemão, Ney Latogrosso e Bafinha Rastos, entre diversos outros monstros sagrados do teatro brasileiro!” Falando em monstros, então, perguntamos então sobre os não desenhos, como Jáspion e Chengewoman, de montagens bem anteriores às das Taratrugas Nija, datadas da década de 80. “Foram manifestações artísticas, bem válidas, da cultura japonesa, assim como teatro Yes, o butô, o ofurô, o kawai, o fritz dobbert e o essenfelder”, diz Moura. A conversa foi interrompida por dois rapazes que queriam convencer o ator a fazer merchandising de um gel de cabelos.
Fomos atrás do outro lado. O produtor Roberto Spielbrenner, de Urcinhos Caridosos Live ao Vivo, diz que é salutar essa concorrência (salutar¹ adj. m+f – que é um saco). “Mas nós nos garantimos. Os Urcinhos Caridosos estão aí há mais de 25 anos divertindo empresários, publicitários e formadores de opinião quando estão sozinhos, que eu sei. E outra, as nossas músicas são o maior sucesso, vai procurar no YouKut ou no Ortube!” Já o diretor Roberto Palma, de Choranguinho 2: Lámigras de Cocrodilo, sempre curtiu esses personagens, e foi iniciativa dele levá-los aos palcos. “No começo eles ficaram com um pouco de medo da platéia, mas depois foram se soltando, e hoje estão aí, em ritmo de festa, ôeee!!”
Mas o público deve ficar atento. Em Hi-4 Cover (sendo que, no cartaz, a palavra “Cover” aparece em tamanho menor do que o ™ ), os atores são brasileiros que se parecem com os atores originais da série, que, usuras e mercenários, cobraram uma nota infravermelha para virem ao Brasil. “Sacranagem, meu, eu já tinha pagado as passagem na rodoviária, meu!”, desabafa o diretor, Jorge Luís Inácio. “Mas tudo bem, que já arrumei uns mané pra ficar nos lugar deles, tá ligado? E é igual! Ainda mais se cê tomar uns copo…” As crianças não reclamam, já que os atores vivem jogando saquinhos de eme-emes para a platéia, mantendo-a ocupada.
E em Plebéias Trisney On Ice, o destaque é a patinação no gelo. Quer dizer, depende.  “Não tem patins pra todo mundo, então acontecece um revezamento, mas tudo bem. E na cena final, onde todos aparecem, você pode notar que os plebeus carregam as plebéias nos braços, é só assim”, diz Vasconcela Marinos, representante para a América Latina e Ásia de Valter Trisney Produccones Indústria e Comércio Ltda.. “E o gelo às vezes acaba, entào tem que ser patinação em poças de água mesmo…”  Com imagens de Paulo Recruta Zero, Sônia Brida, de São Paulo, meu, para a Salt Cover.