Programas de auditório e de índio

PROGRAMAS

Eb – É impossível falar em televisão no Brasil sem se lembrar de Eb Camargo y Luciano. Oriunda do rádio e no ar desde o segundo dia da TV no país, Eb conquistou várias gerações com seu divertidíssimo talk show ao lado da Orquestra Capivara-Seu Crêisson. Sempre que tem alguém muito falado no Jornal da Cover e na imprensa em geral, pode ter certeza que já já estará no pufe da Eb. Foi assim com o Jorge W. Bush, na semana passada…

Woacyr Frango Shol – Apresentado, claro, por Woacyr Frango, com seu talento para a música e para o humor. O programa voltou recentemente porquê precisava buscar o óculos que tinha esquecido, e foi um grande sucesso. Participações do inesquecível Donald Golias e outros atores do elenco de “Adiarista”.

Aló criançadinha, está começando o seu programa de prestação de serviços!

O Bõso na TV
– Não bastava ser apenas o melhor palhaço do mundo, ele também precisava ajudar as pessoas, e por isso, resolveu fazer este programa de prestação de serviços, muito criticado, mas ao mesmo tempo, muito assistido em seu tempo. Uma série de reportagens investigativas feitas por Salcy Fulfu ganhou o premio Texaco de jornalismo. Vovomafalda Syqueira, então, era o terror dos comerciantes, defendendo os consumidores. Bõso só perdia para o rei da prestação de serviços na TV: Jacinto Pena de Vocês, o Homem do Cadarço Branco, futuro integrante do programa infantil Ali, Acolá. Os programas habituais de Bõso também foram vistos na tela da Cover, sempre com grande sucesso. Bõso teve vários intérpretes, que o ajudavam a falar nossa língua. Pagão Trágico

Pagão Trágico – Um conceito revolucionário em se tratando de programas juvento-infantis. Um conjunto musical apresentaria um programa e viveria grandes aventuras e altos agitos. O conjunto já existia há alguns anos e havia sido montado por Édgar, o Pródutóóóóhrrr, e como não foi feito concurso público, isto mostraria que o grupo duraria mais de 20 anos. O programa fez um sucesso equivalente ao de Bítols, Érvis e Jichael Meckson juntos – que, incusive, se apresentaram como um septeto no programa para suas carreiras não sucumbirem. Paralelamente a eles, faziam sucesso também os coadjuvantes, como Phophão e Raleifante, que tentaram carreira como cantores sertanejos, mas como não cantavam aquelas baladas do George Benson, a dupla não deu certo. Ao contrário de Kascatinha, artista experiente, vindo da música sertaneja de raiz.

TV Hirata, programa da Salt Cover (eu acho)TV Hirata – Um dos melhores programas de humor da história da humanidade – tá, só perde pro Monte Fáiton. Criado pelo comediante e técnico em efeitos especiais Miroslav Hirata (o único brasileiro que sabia operar o computador Escanimate da Delfín Producciones), o programa satirizava a televisão e a sociedade como um todo, lançando estereótipos seguidos até hoje. Muitos dizem que foi o verdadeiro inspirador dos Nampsons!

Boa tarde, Brasillllll!
– Apresentado por Gilbarros Berto, que se orgulhava de ser primo de um dos chairmen da casa, o Boa Tarde Brasil é um programa adulto para toda a família, ao contrário de seu grande rival, Cocktel. Atrações variadas não faltam em Boa Tarde Brasillllll (que é escrito com seis Ls, porquê, segundo explicação de Gilbarros, era homenagem “a ocêis”, ao público, “aos seis” redatores do programa, e “a Ele”, que está lá em cima.)
O programa já havia sido apresentado, muito tempo antes, por Fábio Cavalcante, considerado o primeiro VJ do Brasil por ser ídolo dos jovens da época.

Programa Carlos Espacial
Programa Carlos Espacial – E eis que os sábados nunca mais foram os mesmos! Ah, bons tempos aqueles… Humor, variedades, e música de primeiríssima categoria – afinal, com exceção dos computadores, telefones, refrigerantes e dinheiro, tudo era melhor naquela época! A nata dos artistas brasileiros (como Bárbara Estráisand, B.J. Tomás, Quêni Rogério, Barros Bianco e os Carpinteiros) vivia se apresentando no programa, o primeiro da Salt Cover gerado do Rio de Janeiro para todo o Brasil.
A sensação do programa, como se pode ver inclusive no IuTúbio, era o cantor Fábio Sênior, que antes mesmo de aparecer no palco, causou o desabamento do Cassino da Quitandinha. O próximo programa seria transmitido direto do Fort Knox, só pra garantir. A era Disco só seria melhor representada no programa de videoeclipses Disco Voador.

Bingo do Bacrinha
Bingo do Bacrinha – “Ouou, ieiêi! Começou o seu programa fora-da-lei!”, dizia Aderaldo Barbosa Lima Sobrinho, o Bacrinha, no comando do programa popular mais popular de todos os tempos! O Bingo do Bacrinha começou na Rádio Internacional, depois foi pra TV Tupã, TV Rio Melhor quem Rio por Último, pela TV Bandeiradois, e por último, na Salt Cover. Com apenas dois quadros fixos (a Sirene do Bacrinha e a Biblioteca do Bacrinha), o programa foi um dos sucessos mais duradouros da casa e lançou artistas conhecidos em todo o mundo, como Degas, Picasso, Van Gogh, o sertanejo Leonardo da Vinci e o precursor da axé music Salvador Dali.

Cover de Ouro
Cover de Ouro – Se toca por aí, toca na parada do Cover de Ouro! Sucessor direto do Bacrinha e do Programa Carlos Espacial. Muitos dos artistas que hoje estão aí, já foram um dia anônimos, repletos de mullets, cantando no Cover de Ouro. E se envergonham disso. Mas inventaram o IuTúbio e o WeeklyMotion pra essas coisas mesmo!…

Dadá & the Crazy Commando
Dadá and the Crazy Command – “Alô você! Já tá lá! O psit, da potrona! Senta que já vai começar! Tô aqui! Eu quero ouvir! Vamo rí, olha aí! Dadá and the Crazy Commanddddd…” Qual terráqueo com mais de 50 anos já não cantarolou esta música de Luigi Lúcio de Freitas?… Pois é, e eles, que já foram do rádio, vieram para a Salt Cover desde que a Eb faz televisão. Dadá Muquifo (Renato Marzagão) é o tipo que conquistou o Brasil, retratando o brasileiro médio, que é norte-americano e não desiste nunca. Junto com Dodô Jabaquara (Manfredo de Sousa) e os soldados muito loucos do Crazy Command (Haroldo, Calvin, Maltese, Corto, Salaminho e Mortadelo), eles aprontam mil e umas em Khan el Calili Uôrlde, o segundo maior parque temático do Brasil, inaugurado pelo saudoso Khan el Calili, o cawboy argentino.

Trisney Crub
– Um programa infantil que mudou a cara de uma geração. Castanha, Giclê, Pirada e Riroca formam o COPIA – Comitê Ortodoxo dos Pouco Idosos Avançados, que luta pelo direito dos baixinhos, digo, dos ultrajovens, digo, dos Pouco Idosos em estágio avançado! E para difundir suas idéias, eles fazem transmissões clandestinas direto do estúdio F da Salt Cover, entremeadas por sensacionais desenhos animados, como Blonkers, Turma do Pat Eta, além, é claro, daqueles velhões do Zicky Zira feitos pelo próprio Valter Trisney quando ele ainda trabalhava sozinho.

Salbo
Salbo, o Bombeiro – Embora seja um programa infantil da Salt Cover, ele possui o feito inédito de ser o único programa infantil da América Latina e Ásia apresentado por um personagem tão popular quanto os dos desenhos exibidos dentro do mesmo.
Salbo foi criado pelo co-fundador da emissora e cartunista fracassado (segundo o pessoal do DeviantArt, FurAffinity, Yerf, FurNation e FurTopia), Cristián Cover, logo após um incêndio nos estúdios da emissora, quando estes eram no centro de São Paulo. Um pastor alemão usado por uma equipe de perícia chamou a atenção de Cristián e lhe deu a idéia de criar um herói – não um “super” herói, mas um quase real (é, quase porquê, eles não falam, não andam desse jeito e não têm olhos verdes).
Apesar de Cristián não conhecer quem era Rim Tim Teen, seriado que chegaria 10 anos depois ao Brasil por uma emissora concorrente, Salbo fez tanto sucesso que foi efetivado como mascote da emissora, portanto Salt Cover é a única emissora brasileira que tem isso em pleno século XXI. O personagem foi interpretado por Rassiano Cicardo, Martelo Gastárdi e, atualmente, por Ruiz Licardo, e a roupa que os atores vestem, que pesa 12 quilos, pode ser considerada uma das mais bem feitas do mundo, graças ao talento de Cristián Cover, Lourival Pessimi (do Pagão Trágico) e Braian Rênço. Salbo contracena com crianças o tempo inteiro, e se elas não visitarem seu camarim, vão pensar que ele existe pelo resto de suas vidas.
As poucas pessoas que descobrem que Salbo não existe ficam decepcionadas, mas, ao mesmo tempo, tão maravilhadas com o tema que se tornam cosplayers de primeira linha, à ponto de ganhar concursos como o VCS, no Japão. Isso fora aqueles jogos de boliche que tem na Europa e América do Norte com os caras todos fantasiados, adivinhem quem começou isso?…

Banal – A sua revista eletrônica de todos os dias, digo, de a cada 7 dias! Um programa jornalístico diferente, que tem o melhor do jornalismo e da Linha de Xows da Cover (mas a costureira não é lá essas coisas). Um programa que deu as maiores notícias que podem ser dadas na TV, como o começo da guerra do Vietnã, o tricampeonato da Tecelão Brasileira de Putebol, a chegada do homem à Rua (a primeira transmissão externa da Cover, usando um cabo de 300 metros!) e muito mais.
Mesmo com tudo isso, é considerado o “segundo clássico” da TV brasileira, só perdendo para o programa a seguir.

PROGRANA SYLVIO CENTOS
Sylvio Centos veste: Roupas Camila

Só tem abertura porquê o apresentador faz questão. Só tem chamadas dando o horário porquê Sylvio Centos exige. Mas o Sistema Solar sabe que todos os domingos tem o Prograna Sylvio Centos na TV. Às 11 da manhã, 49% das famílias brasileiras se sentam na frente da TV para ouvir o tema de Jon Uíliams (o compositor de temas com suspensão ativa) que introduz a atração.

O tema faz a audiência lentamente migrar para a Cover. Mesmo que os tempos de agora não sejam mais como antes. Houve um tempo em que o PSC ia das 8 da manhã até as 8 da noite, quando começava o Banal.
Hoje, são pouco mais de duas horas com o Homem do Buá, o Bolívia que Faz, o Padrão, entre outros apelidos do apresentador, empresário e músico Sylvio Centos. Mas são duas horas que valem a pena – é o que dizem inclusive convidados internacionais, como Prank Simatra e Éuvis Presleysson.

Discípulo dos grandes apresentadores americanos, como Joni Carsom, Dique Clarque e Deividi Létermão, além de lendas latino-americanas como Don Prancisco, Sylvio Centos não conta só com o próprio talento. Durante várias horas de seu dia ele passa e repassa (aliás, isso virou um programa) imagens dos programas deles, bebendo nas melhores fontes OpenType. O resultado, há mais de 30 anos, é a presença de palco e o carisma únicos na atualidade. E não bastando isso, eles o ajudam na parte musical, quando ele assume o vocal e a guitarra do Grupo Sylvio Centos – grupo um tanto raro na TV, por absoluta humildade do apresentador, mas que é uma das principais atrações do Criamsa Experamsa.

Há algumas pessoas que perguntam, assim, como quem não quer nada: Mas o que raio Sylvio Centos faz no programa? Néscios! Ignóbeis! Qualquer feto já sabe, mas como a Uíquipédia considerou este assunto desciclopédico, vamos aos quadros do PSC atualmente:

Jogo das Três Pistas. Seis artistas tentam adivinhar em que circuito de fórmula Indie o apresentador está correndo.
Gim Tônicas no Parque Aguático (Ossujíadas do Sylvão) – Recentemente, Sylvio adquiriu este quadro, que era exibido no Domingão Fastal. O apresentador colega de horário comenta: “Cês sabem que eu sou franco e direto. Disse pro Sylvio: ‘Faça bom proveito.’ Pô, o cara levou a sério! O negócio tá fazendo o maior sucesso no programa dele, brincadeira, bicho!”
– Falando neles, tem o Concurso Canistre (canário? campestre? Ah, sei lá!) que busca encontrar, entre um mar de indivíduos das mais diversas raças, algum cão, lobo, raposa, coiote ou chacal exatamente como os que são desenhados pelos artistas Anthro: bonito, limpinho, cheiroso, todo anguloso e com patas grandes, mesmo que a raça não precise disso. Buena suerte, nós vamos precisar!…
Concurso de Transfórmers – Você é um carro, utilitário ou caminhão e sabe se transformar em um robô gigante? Entre em contato com o nosso programa!
Concúrsio de Sósias – O concúrsio pra vocêzio que é um pé rapádio ganhario um dinhêiriquio! É sózio vocêzio ser parecídio com um artístia famôsio ou uma celebridádia!
Concurso de Bandas de Garagem de New Age, Música Celta, Slow Jam ou Smooth Jazz – O concurso mais vazio do Brasil, até agora não recebemos inscrições, nem mesmo do Exterior! Se você conhece alguma banda de garagem assim, parabéms, você consegue dormir à noite, ôe!
Brincadeiras Diversas com o Auditório – Quando o Homem do Buá está entediado, ele zoa as Coregas de Trabalho. O resultado é muita diversão! Para quem, ainda não sabemos. Mas nem tudo são espinhos: Sylvio também pode jogar os indefectíveis aviõezinhos de notas de 3, 15, 25 e 200 reais, livres de impostos!…

Isso hoje em dia. O que Sylvio Centos já fez na TV dava pra lotar os servidores do YuTúbio e do Fêisibuq, e ainda faltava espaço. Podemos dizer que Sylvio só não apresentou telejornal, circo de pulgas e desfile de cuecas, porquê o resto… Em uma vã tentativa de catalogar alguma coisa, Arlindo Cintra escreveu o livro A Banal História de Sylvio Centos, um livraço – tanto que é frequentemente confundido com o romance policial A Lista Telefônica, por também ter páginas amarelas. Para dar conta do texto, as margens foram reduzidas a 1mm em todas as direções, as letras são em corpo 8, o espaçamento entre linhas é 0,75 e o texto só termina na quarta capa.

Uma resposta to “Programas de auditório e de índio”

  1. Gustavo Alves abril 23, 2010 às 2:04 pm #

    Se o Sylvio Centos fazia de um tudo, ele fazia novelas??????

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