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Entre Vista: Hector Inspector fala sobre Epic Zicky!

29 jun

DA REDAÇÃO

A sua arrivista Calção Games conseguiu uma entrevista exclusiva. Infelizmente não é com Ganmar, nem com Neyso, muito menos com o técnico Thunga (não confundir com aquela personagem gordinha do Maurício Ricardo de Souza). Mas tudo bem, porquê nenhum desses aí entende de games mesmo… Estamos-nos referindo-nos à-nos Hector Inspector, o mega-hiper-blaster-doublecheese com molho barbecue designer de games! Que criou alguns games que vocês conheçam, como Brikzo!, Espace Invaders do Espaço, Os Samurais Ninjas do Arizona, entre tantos outros que eu não me lembro.
Hector recebeu nossa reportagem no palco do OfficeDepot Centre, onde mostrou para toda a imprensa como é que se tratam profissionais do jornalismos previews do game mais esperado da temporada, Epic Zicky, que marca a volta aos games do inesquecível personagem Zicky Zira, depois de um pequeno afastamento de 3 meses.

>> Hector, podemos dizer que Epic Zicky é o gâme do século?
<< Já ouvi muito isso. Primeiro, diziam que Bob Esfirra era o gâme do século. Depois, que era New Çuper Nário Boys. Depois, que era JTA III. Ou que era Streep Fighter IV, com aquela talentosa atriz. Ou ainda que era o Bem Tem, sei lá. Não. Nenhum desses é o game do século. O game do século é Epic Zicky!
>> Onde você nasceu mesmo?
<< Santiago del Estero, mas isso não vem ao caso. Somente em Epic Zicky, os cogumelos que você encontra podem levá-lo à outras dimensões. Para quê se contentar com X, Y e Z, quando você também pode ter W, V e U?… E aquele tal de Joshua é um Poquemôn. Zicky comanda um Tirrécs de verdade, desenhado por aquele cara do DeviantArte que não fala com ninguém e diz “dont steel my arte”, umas coisas assim.
>> Ok, ok. É verdade que foi você, e não a Valter Trisney Bar e Lanches Ltda. (também conhecida como Valter Trisney Corporêixon)  que teve a ideia de colocar o personagem supremo de frango Zicky Zira?
<< Realmente. Sabe, ele estava meio esquecido, lá na dele, meio como parte do passado, quase que virando um Woger Wabbit… Sacanárre. Woger tem 130 anos a menos. A nobreza européia nem viu “Uma Salada para Woger Wabbit”, nem na Sessão Confusão!
>> Tá, você se interessou em Zicky, e aí?
<< Não foi fácil convencer o Trisney. Foi uma dureza achar o telefone do Valter Trisney Neto, só tem um, na casa dele, que faz TRIIIMM. Aí quando eu finalmente consigo falar ele ficou naquele lariado: ‘Olha, a gente já tem 23 bilhões de dólares em patrimônio, tá muito bom, deixa assim…’ Dá pra acreditar que foi esse cara que inventou aquela história da “piscina de dinheiro”? Levamos 15 apresentações em Páuer Point e diversas pesquisas de mercado, feitas no Econ aqui da esquina, pra convencê-los de que eles poderiam faturar um pouco mais apostando no nosso projeto. Dobramos o véio, e, olha, agora dá pra enviar pelo correio.
>> E não é só Zicky que está no game, né? Tem outros personagens Trisney?
<< Tem. O Patso Ronald, aquele locutor de rádio… o AlphaTeta, aquele sujeito alto pra danar… enfim, trocentos. Principalmente aqueles mais obscuros, que a gente se apaixona por eles, e eles nem notam isso, como aquela ursa, a Rachel Cânningham, e é claro, a minha paixão oculta, a Fela (de “A Bera & a Fela”.) Mas eles foram hiper gente fina, deixaram a gente mudar a roupa de alguns, tirar a de outros, vários deles foram dublados pelo meu sobrinho que é locutor de rodeio, enfim, foi sensacional.
>> whgm…
<< Cê tá pálido, o que houve?
>> Hã… esquece. Que novidades o jogador poderá encontrar em Epic Zicky?

<< Com certeza, um gameplay de primeira. Tão bom que é, praticamente, um gameREC. Zicky é comandado pelos seus movimentos no Wümote. É assim, intuitivo. A minha sogra chegou na fase 7!!!
>> Ô loco, meu, essa fera aí, meu!
<< E aí ele pode pular, saltar, rodopiar, dar salto mortal tipo os Páuer Renjers, fazer ásanas de yoga e até aqueles números de contorcionismo do Cirque do Soléu. E por aí vai! São 5 gigas de programação só pra essa parte!
>> Nem sabia que o Zicky fazia isso.
<< Mas faz! Foi o Valter Trisney Neto que me disse: “Exceto criar os céus e a terra, e perdoar os pecados dos homens salvando suas almas, Zicky Zira pode fazer tudo!” É o que faz ele se identificar com as pessoas, sobretudo as que tem depressão, que acabam vendo ele cantando e dançando bem pra caramba, e ficando com vontade de se matar.
>> Peraí. Então isso explica aquela parte onde a Fghèra (personagem feminina da mesma espécie de Zicky Zira) aparece toda diferente… é que não é a Fghèra, é ELE MESMO !!!
<< Como crossdresser, um dos hobbies preferidos do falecido Valter Trisney Jr. Nunca notou que dona Nancy Trisney tinha a mesma altura dele? Pois é.
>> Ah… bem… sim… bem… onde estávamos? Ah sim. Que surpresas os jogadores poderão ter com Epic Zicky?
<< Olha, gente, só podemos dizer que Zicky, como já dissemos, anda, fala, tem trocentas expressões faciais e por aí vai. O resto é tudo spoiler, procês verem como é revolucionário o negócio.
>> Revolucionário? Mais revolucionário é aquele pessoal criticado pelo Olalho de Carvavo no programa True Loudspeak! Mas enfim, cada um com seu cada um. Agora, o que interessa é o seguinte. Zicky é um ícone da cultura pop, mas em games, ainda perde para Zonic e Nário Boys. Este jogo estará los-colocando-los em-seus devidos lugares?
<< Depende. Ele não é ainda um ícone da cultura pop, não. Ele foi pintado por Andy Panda Warhol, mas falta ele se tornar uma camiseta daquela griffe, a Cavaleira!
>> Você estava pensando em fazer o Epic Zicky para o Não Intendo Wü?

<< Não. Nosso projeto, na verdade, era um game para Super Não Intendo. E começamos 4 meses antes do projeto Duque Nuquem no Forévis, hein? Aí conversa vai, conversa vem, as coisas vão mudando…
>> O game mudou muito desde seus estágios iniciais?
<< Qualé, tá me chamando de modder? Eu sou espada! Aqui é no Assembly, meu filho! Aqui é Bloco de Notas!
>> Dáblio tê efe?!
<< Aqui, ó! Neste bloco que eu faço os rascunhos dos personagens… em lápis de cor, e tudo o mais!
>> Ah, bom!… Voltando ao asssunto dos consóles (de videógame, seus mentecaptos!), para quais outros sistemas pode sair o Epic Zicky?
<< Vai ser um game exclusivo. Vai sair só pra P$P, Preystêicho 3, Não Indendo DZ, Brick Game ∞-in-1 e Méque OS Leonard. O Valter Trisney Neto tava sugerindo até que tivesse pra Linúcs! Esse cara é doido, fala a verdade…
>> Quem nos dera se houvessem mais doidos como ele! Asterics Bastos para a Calção Games, que está dentro do porta-revistas do banheiro da Salt Cover!

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Salt Cover agora tem um novo canal!

21 fev

A SALT COVER não é pagodeiro famoso, mas abriu um novo canal! *POW!*
Como eu estava dizendo… Agora você pode encher o nosso SAC com muito mais praticidade e comodidade, e sem sair de casa. Aliás, sem sair daonde você está agora mesmo! É só escrever para o endereço que está na sua tela!

(Qualé, você votou no CORRÉIA quando era pra votar no Sylvio Centos! Nem vem!)

Escreva pra gente! Afinal, o papel aceita tudo… E se prepare para respostas radicais, digitadas pela nossa galerinha da pesada!

Dirseu Sem Kabelo, da… bom, eu já estou aqui dentro… para a Salt Cover!
Comunicação! A gente está por aqui.

Puts! Sacanárre, meu… esse cara não…

4 dez

Leopardi Luís, o locutor misterioso que deixa saudades, que valem mais do que dinheiro.

A Salt Cover amanhece mais triste. Um de nossos mais antigos colaboradores nos deixou. Lêids and gentlemen, Leopardi has left the building.

Leopardi Luís faleceu aos 68½ anos, e era o braço direito de Sylvio Centos desde o jardim de infância:

“Ma era lá, naquela escolinha, no tanque de areia, que eu e ele, diziamos as coisas que todos os bebês falam, mas a gente arrebentava, nenhum bebê tatibitava melhor do que nós. Os outros bebês paravam para nos assistir girar pião, sortear fraldas, entre outras brincadeiras. E eu disse a ele: Cara, prepare-se, bicho, vamos fazer rádio nesta vida, vamos ser comunicadores. Ele concordou: ‘É verdade, Sylvio, vamos levar alegria às pessoas! Topo! Vamos cairrr pra dentroooo!’ E foi assim que tudo começou”, diz Sylvio, em um Cover Repórter de 2001.
Anos depois, o bairro inteiro já parava para assistir Vamos Brincar de Pular Corda, com Sylvio e Vesgo Leopardi girando a corda, amarrada no poste. Esconde-Esconde foi líder de audiência durante vários meses seguidos  – e foi aí que uma idéia passou a perseguir Leopardi: esconder-se.
Pouco tempo depois, Leopardi ajudava Sylvio Centos à vender seus apetrechos no Mercado da Lapa, no bairro onde Sylvio Centos nasceu e se criou. Dona Ermenegilda, que mora na Lapa desde antes do Descobrimento, conheceu os dois ainda bem jovens. “Mas como falavam esses garotos, viu… Um ficava meio vermelhinho, nossa. O outro, com aquele cinto alto anunciava muito bem, e fazia a gente ter vontade de comprar os bregets, os bagúio que eles vendiam. Comprei o meu  porta-título de eleitor, ainda que o voto feminino só seria fosse liberado 30 anos depois!…”
Não tardou para que Sylvio Centos adentrasse o rádio. E lá vinha Leopardi, logo atrás. Na Rádio Racional, Sylvio era um grande sucesso, mas, humilde como é, creditava parte dele sempre ào seu fiel sidekick.
“Atenção, mulheres do Brasil, estamos chegando no seu rádio! Aumente o volume, ôeee!”
“Okay, Sylvio! Este programa é um oferecimento de Kolidos, o creme dental pra você que se acha o tal!”

E por aí foi. A carreira artística e empresarial de Sylvio ia de vento em popa, e Leopardi o seguia, não por interesse, mas pela amizade pura e genuína. Leopardi seria, mais tarde, o primeiro baterista do grupo que mudou a história da música no Brasil, o Grupo Sylvio Centos.

Aí você se pergunta: Sylvio fatalmente se encontraria com a televisão.
E porquê Leopardi não apareceria nela? Quem explica é Manoel de Móbrega, para a revista O Cruzado: “Quando Sylvio fez seu primeiro programa, na Tv Tupã, não havia espaço suficiente no estúdio. Então combinamos que Sylvio ficaria em um canto e Leopardi em outro, cada um com um canto de cenário diferente, com duas câmeras. Travadas, nem tinha cameramen disponíveis no dia. Eu era o diretor de TV na ocasião. Só que, na hora H, deu um pau na mesa e ela não mudava a câmera! E sempre que Leopardi falava, Sylvio aparecia calado… Felizmente ele percebeu a situação, mas levou numa boa o programa, meio dançando, mantendo a atenção do público quando o Leopardi falava. E estava criada uma idéia de sucesso: a dupla televisiva onde um dos dois não aparece!” Daí em diante foi assim.

Leopardi nunca ligou de não aparecer. Era só ele perguntar: “Boa tarrde, freguesa, que horas são, por gentilezaaa?” que todos já sabiam que era ele. Ou então: “Alôôô, Seu Manuel Gonçalves de Oliveira, me vê um cafezinho aííí! “. Ele era até que bem reconhecido, sobretudo pelas cartas que chegavam das fãs – as que sabiam como ele era e as que não sabiam. Ambas até com certa regularidade.

Sylvio Centos passaria por várias emissoras, até se firmar na Salt Cover, à convite do Jornaleiro Dr. Roberto Marítimo. Que fez questão que Leopardi viesse junto: “É como essas duplas que estão surgindo por aí, Bastman & Rósbim, Tônico e Tínoco, Cosme & Damião, etc. O Leozinho (como o chamava caridosamente) é até mais que isso, é como uma parte integrante do Sylvio.”
Samir Salt e Cristián Cover concederam à Leopardi a carteira de funcionário número 1 (é que antes disso, era tudo na informalidade… aí chegou a Era Vargas e sacumé). “Ba zord. Mas vê ze não bede aviso brévio, safarda!”, disse Samir, na época, ainda com dificuldades com nosso idioma.

O primeiro programa de Sylvio Centos na Salt Cover foi Quem Desdenha, Quer Comprar, em 1962. E já nesse programa, Leopardi dava o ar de sua graça. Assista, direto dos prodigiosos arquivos da Cover:

“Olha, Sylvio. Sabe qual é a diferença entre a bicicleta e o banheiro? É que na bicicleta a gente senta pra correr, e no banheiro a gente corre pra sentarrr!”
“Mah, só você, Leopardi…”

“OK, Sylvio! Sabe o que é um pontinho amarelo no alto de um prédio?”
“Não, não sei, Leopardi!”
“É um Fandango Suicida, Sylvio!…”

“OK, Sylvio! Sabe porquê não dá pra pôr um kibe na geladeira? Porque ele esfirra! E sabe porquê não dá pra botar uma esfirra no copo? Porquê ela não kibe!”
“Há háeee… Já já o Samir passa na tua sala, Leoparde, essa ele adorou!”

“Ok, Sylvio! Quantos portugueses são necessários para trocar uma lâmpada?…”
“Ma, háá, aqui temos um só, o Oliveirão, que tem dois metros e quinze, nem precisa de escada, e ele quer falar contigo, Leoparde!”

E assim foi em diversos outros programas. Um que marcou época foi o Sinos de Jerusalém, uma gincana na qual Sylvio andava de asa delta, saltava de pára-quedas e nadava pelo litoral… de Recife, pra ficar mais emocionante. E Leopardi não ficava atrás, andando de picape de uma forma que inspiraria anos depois a criação daquela série Duro na Queda. Em 130% dos programas apresentados por Sylvio (só uns 200 títulos diferentes), Leopardi está presente, incluindo o programa Domingo no Padre.

Todos sabem  (ao menos os que acessam a “Página do Sylvio Centos” – site que ainda non ecsíste, mas tudo bem) que Sylvio já gravou mais de 40 discos. Aqueles, de marchinhas de batalha naval.
Mas poucos sabem que no lado B, Leopardi fazia participações muito especiais cantando R&B , smooth jazz e new jack swing, inclusive em dupla com Sylvio, para delírio dos fãs do programa.

O último trabalho de Leopardi foi no programa Gire Mais com Jequitinhonha, (aquele que as pessoas chamam de Aloprando) o programa que Sylvio Centos mais estava gravando ultimamente, e do qual, sem ninguém notar (só a MojoTV), Leopardi participou disfarçado no último Criamsa Experamsa, foi a última vez que ele foi visto na frente de câmeras profissionais.
Esta matéria tá longa pra k7, em breve retornaremos com matérias mais alegres, cöeridos telespéctadores.

Êêêêêê! Nampsons fazem festa party em Budapeste celebrando seus 16⅝ anos!

20 out

Budapeste parou e reclamou do trânsito para comemorar mais um aniversário dessa série que é como todas as outras, The Nampsons! Aí você me pergunta, mas como em Budapeste, se eles não são europeus? E nós respondemos, é pra escapar de la rrustícia e do EQAD.
E a galera grita “Boldog évfordulót, a Nampsons!”, um grito de guerra que contagia a todos, mesmo os que não falam húngaro.
Prendall Strowing, o autor da série, não poderia faltar. E mesmo dando mil desculpas, como a gripe suína, o tratado de Tordesilhas, o Foro de São Paulo, e até mesmo o sapinho (A1, disse um sapinho para mim), ele foi arrastado por sua produtora 18rd Centaury Wolf para Budapeste, onde foi reverenciado pelos nerds, os únicos na multidão que o reconheciam. “Sacanagem, meu! Sacanagem!”, dizia ele, sem notar que šakka nàgy era “reverencio-vos por vossa gentileza” em húngaro, o que só piorava sua situação.
A galera só largou Prendall quando os próprios Nampsons chegaram. Na verdade, quatro integrantes do Fórum Cospray Brazil e um anão do Cântico na TV no papel de Peggy, com roupas confeccionadas pelos campeões em concursos internacionais Thaís Yuri e Marcelo Aardvärk. Como eles são feras, ninguém notou nenhuma diferença.
“Hhhhhhhhhh”, berrava o público (em tradução livre, “êêêêêê”, em português)

Os Nampsons são recepcionados com festa party em Budapeste

Os Nampsons são recepcionados com festa party em Budapeste para celebrar seus seus 16⅝ anos.

Com tudo isso, procuramos Prendall Strowing no meio da multidão (caramba, nem entrevista coletiva tem nessa bagaça? Ê evento fuleragem!). “Estou com dor de cabeça, enjôo e jet lag (obrigado, Aeroflop), mas puts, estamos mó felizes, né, são 16 anos e pouquinho dessa série, que eu achava que iria durar uns 13 episódios. Ou 8, sei lá, como Pob, o PB Palante. Ou 3, como Super Vaca. Ou nem isso, como Tainy Tum vs. Animanianques. Enfim…”

Prendall aproveitou para responder à imprensa húngara as mesmas coisas que ele responde para todo mundo, um FAQ da série que ele já decorou faz tempo. “Penso que a gente deve se divertir do mesmo jeito que devemos comer, isto é, no Meck Dônalds…” “Os Nampsons foram criados em amigos meus que jogavam bola em Mogi das Cruzes.” “Na verdade, antes de serem dois lobos, os Nampsons eram dois patos com roupa de marinheiro, mas achei arrojado demais e preferi partir para algo mais tradicional.” “Sou são-paulino, no Rio torço pro América.” “Rainyday foi inspirado em um fila brasileiro que me mordeu quando eu tinha 16 anos porquê eu estava analisando as patas dele para aprender a desenhá-las, e adorei essa experiência, tanto é que eu fui mordido por mais dois cães depois”. Etc, etc, etc…

Os fãs, claro, estavam amando o evento, mesmo que estivessem a 40 metros de tudo, atrás da imprensa e de grades amarelas. “Meu, tô super feliz, cara, ainda mais porquê o Kenny D vai tocar agora o tema dos Nampsons, meu!!!”, gritava emocionado o estudante Luís Bossa. “Δλ, мό lεζαl, сαгα!”, dizia Epígrafis Apóstrophes, um dos vários fãs gregos da série. “Μμιτσ lσсσ εςςε ευεητσ, cαгα.” Uma caravana phrancesa também estava no local, pedindo encarecidamente para a série meter o PAL no presidente Ѕагсоzí, assim como fez com vários outros prestigiosos políticos internacionais, alguns até que perderam seus cargos, como o primeiro ministro Fernànd-Henry Cardose. “É uma possibilidade…”, disse Prendall Strowing ao notar o clamor da multidão, que lembrava o de sua própria cidade ficcional, com aqueles garfos de feno e tochas acesas, às vezes.

Então, é isso ái, parabéns aos Nampsons pelos seus 16⅝ anos. Que venham mais 16⅝ anos por aí!

Xícara e esquilo de desenho animado mostram que continuam tendo fãs

19 set

Zicky Zira e Lengalenga saúdam os... leitores do flyer. Eles pegaram o ônibus errado e não estiveram lá.Vem comigo! Ontem à noite, o bairro de Jd. Cavoucado por Topeiras, na Zona Nornoroeste de São de Janeiro, foi agitado, durante a madrugada, por palavras de ordem. Era o I Encontro Topeirense de Animação Trisney, Bárner & Assemelhadas, que começou pequeno, como todos os eventos pioneiros, e contava apenas com uma fã, que nem cosplayer era (teve um pessoal que veio, reclamou que não tinha Maruto e voltou pra casa). Mas, apesar disso, o evento foi produtivo, já que se estendeu até altas horas, coisa rara em eventos!
E o evento estava tranquilo até chegar o sr. Perdo (sem sobrenome identificável ainda), que se trancou com um dos ítens à venda, o que irritou a organização. Que iniciou, destarte, palavras contundentes, exigindo que este devolvesse o artefactum: “Perdo, devolve o meu сhίр, agora!”
Perdo estaria abracçado ao famoso personagem protagonista da série Сhίр & Cartão auf les Power Rênjers (Taco & Toco e Os Defensores da Leila, no Brasil). Um personagem deveras bem-apessoado, mas não a ponto de ser um Joseph Meyers versão roedor. As reprimendas continuariam, inultimente, por alguns minutos, ecoando pelo bairro. O que acabou despertando a curiosidade de dois integrantes da Patrulha Rodoviária Californiense:

Eu sou do tempo em que chips ou era batata, ou era esses dois aíPouco tempo depois, a organizadora do evento abandonou o local, às pressas, à bordo de um táxi. Perdo encontra-se atè esse momento no mesmo lugar, e tudo terminaria em paz, não fosse a presença de nossas câmeras no local. Gular de Andrade, Comando da Batucada para a Salt Cover!

Worre aos 50 anos uma lenda viva do rock’n’roll, do samba, do jazz e porquê não dizer, da música erudita em geral.

29 jun

Worreu, aos 50 anos de edad, o cantor, ator, compositor, bailarino, músico e ilusionista Jichael Mackson. [Há uns 6 dias, e só agora dá aqui, é essa incompetência que faz vcs perder para a Bispord! Logoff_ **** disconnecting╚█%.░˧▄hʷ✖….] O tenor estava em sua casa em Los Ângeles, pois já tinha alugado sua fazenda para um certo Sr. Macedo, e passou mal devido a problemas com seu ferro de passar. Após seus funcionários terem ligado para o 911, ele foi transferido para o Hospital of Portuguese Beneficence, mas já era tarde (umas 5 e meia, o sol já estava se pondo).
A família foi chamada, e prontamente os irmãos Tito, Germano, Jaque, Marlão e Rando (devo ter esquecido uns dois), além das irmãs Janete e Latóia, vieram e congestionaram as auto-estradas da região com os carros necessários para transportar toda essa gente. Isso fora o “big boss” (o dono da bossa), Moseph Mackson, que Jichael tanto falava nele. “P&9*#$, eu cansei de falar pro Jichael que na teoria de Fróide os problemas são relacionados com a mãe, não com o pai, c#$%!”, diz Moseph, com a ficha ainda não caindo. A essa altura, 90% do mundo já sabia que Mackson estava mais pra lá do que pra cá.

As 17 horas, 23 minutos, 47 segundos, 21 frames, e 243 centésimos de segundo, segundo a Olivetti-Longines, um porta-voz do astro, Jöel Sant’Anna se posta na porta da frente do hospital e informa: “Lerdes and geltemen. Íts harde to tell that, apesar de all our efforts, of the médicals and doctors, Mister Jíchael Mackson has pássed awêy.”
“Away!”, responde o público, homenageando também um outro cara que faz tempo não dá as caras no YouTúbio.

Uma wultidão recebeu a nota inacreditável às lágrimas e atônitos com a morte do ídolo intergaláctico, que apesar de estar ensaiando uma volta há muito tempo, estava sendo aguardado no Programa do Jatinho para cantar seus sucessos ao violão acompanhado pelas palmas ritmadas das clientes do BAÚ da Alegria (vide seção Cover, além da TV). “Coi’ de louco, uma pena, o rapai era bão”, diz o apresentador braliseiro. “Ninguém cantava o Menino da Porteira como ele, nem o Prank Sumatra.”

Serviços on-line como o Tuíter, o Orqut e a Tv Jakuru chegaram a sair do ar. O assunto em todos eles era um só: Jichael, sua vida, sua obra. Suas músicas, outrora engavetadas, voltaram a tocar nas rádios, como Ao Bidê, NBC (em homenagem à emissora de televisão), O Galo é Mais (dupla com Paulo Macarthy), Dangeroso, Free Willy Jeans, Thrilho, Bifes, Cos Pé, Smooth Cream in All, Bem…, Uma Neita, Raul Do You Do, Do You Do, Do You Do (opa, essa é do Germano), enfim, essas aí que a galera curte, mas deixou de assumir depois de arguns pobrema que Mackson andou tendo por aí, com umas crianças.

“Não é verdade, é tudo mentira do PiG”, diz o ator Macarlos Cáuquin, 28, amigo próximo de Mackson. “Comigo, o cara era gente finíssima”, diz o ator, entre lágrimas. “A gente via uns filmes… era VHS, na época. O Impaciente Inglês, Entre Dois Atores, Menina de Couro, enfim, só filbão (snif). Pêda que ele se foi, cara” – e Macarlos chora como seu antigo personagem, Kévin McCostner, de Se Esqueceram-se de Nimim.

Por todo o país e em boa parte do mundo, muitas manifestacções espontâneas em memória do pop-estar. Velas acesas, farofretratos, cartazes, todo tipo de homenagem, enfim, dadas as devidas proporções, mais ou menos quando morreram Jon Lênnin, Jorge Érresson e os Pamonhas Assassinadas, fora as Torres Gêmeas. Revistas são editadas com edições extras, principalmente jornais de credibilidade como o The Sam e o Dêily Morror. E isso só está comecçando. Em breves tem mais, aqui, na tela da Cover. Ricardo Boechá das Cinco para a Salt Cover.

Entra hôjeem vigor nóvarreforma horto-gràfica da lÍngua PÖrtu-guêsa

1 jan

Sàlvessàlvem; amigos da Cover. Hapartir de høje, o Brasil pássa massacorrida e fáz uma reforma horto-gràfica em seu idiøma. O Etapa, digo, Objetïvo dessa reforma é únificar a horto-gràfia em todos os paísez de líñgua pôrtu-guesa. Harreforma vèm, neste momento, à a-júdarnos a excrever melhor, e porque nåo diser, mais co-retamente as palavras. Dùvidas que áá muito haçombravão os vextibulandos (diz-se dos jovens que abrem mão de seus presentes de Natal em troca de passarem na Fuvéxt) deixarão de ex-istirem, pôr ex-êmplo:

Antes se esqrevia: Couve-flor
Agora se esqreve: Couvefflôr

Antes se esqrevia: Ozzy Osbourne
Agora se esqreve: €zzy €sbörnє (grafia oficial já aprovada em 1984)

Antes se escqrevia: Conceição
Agora se esqcork2p$;³’~: Com 6 são (ou com 6 perfaz-se o total de)

Antes se esqrevia: Açúcar
Agora se esqreve: Há Sűcar

Antes se esqrevia: Paralamas do Sucesso
Agora se esqreve: Pára-Lamas do Sucç-Eço (Sųßeſo em Pørtugal)

Antes se esqrevia: Corinthians
Agora se esqreve: Co-Rínthian’s (ou リコーチァ, segundo o pessoal dos e-ventos de anymè)

Antes se esqrevia: Ipod
Agora se esqreve: Eu posso

Antes se esqrevia: Sem-Terra
Agora se esqreve: Alcáeda (diz-se dos manifestantes que invadem terras im-produtivas, como as de Válter Trisney Uôrlde, para produzir longasmetragens)

Antes se esqrevia: Dízimo
Agora se esqreve: Dize-mo (prymeira pessòa do verbo dzer)

Antes se esqrevia: Bola
Agora se esqreve: Marcos Chiesa (alguns linguiças linguistas defendem que a grafia correta seria Ro-Naldo)

Como’sevê, è algo fant-ástico, qúe promete húmnificar a LÍngua POrtuguêsa em tød’o o mund’o. Cönseqcoentemente, o POrtuguêz se tornará muitohem breve o idioma numerohum do planêta. È como dizia Jozzë Saramágo, em sua hobra “Henshin”: ゞLagrimas.. ヸヹーゔょぢヺ 24ㄙせの que ゅめㄓゑを, 临 ㄛ亂亃… 了亹 sobre o 仅-丘乃, 亳? 丌ル亹乿乞!!!”ベ… ダベ: “ﬤאחנףש!”
Professor Natale Litro Nepto
, para a Çalt Sôver, ou àlgohassim.

Drama: Continua o calvário de Leona Alfaômega e Kaco Roddrigues

4 jun

O mundo está estupefato com a rigidez das leis brasileiras em determinados pontos. E a espada da gustissa continua apontada para uma dupla outrora muito querida neste país: de acordo com decisão da Libertadores da América com placar de 5×3 nos pênaltis, os atores, modelos e cantores Leona Alfaômega e Kaco Roddrigues agora precisam usar tornozeleiras eletrônicas, equipadas com GPS, do mesmo modelo usado pela Bispa Reginalda Rossi, da Arquidiocese de Sprigfield.
“Eu não aguento mais”, desabafou Leona, em entrevista exclusiva ao programa Çabbá Chou, da SNT. “É muita humilhação, p%#@. Tudo o que fizemos foi chutar o pára-brisa do Santana 87 da reportagem do pã… digo, do programa que queria nos entrevistar. Quanto-custa-um-pára-brisa, me responde??”
“Menos que um merchã, com certeza! A vida é um aprendizado, né, Kaco?”
“É verdade. Não aconteceu nada, gente, nada! Quantas vezes na minha vida eu já quebrei a coluna cervical? Quem nunca quebrou três costelas jogando bola? E hoje, estou aqui, Çabbá! As próteses oculares estão a cada dia mais perfeitas e confortáveis de usar”, acrescenta Kaco.
“Quanta gente não usa gasolina para queimar automóveis que não tem mais serventia? Tá, reconheço, não é legal, não é ecológico, mas… todo mundo tem seu dia de Robert DeMilho [daquele filme que o cara fica estressado, pega uma metralhadora e sai atirando em todo mundo]”.
“E aí, projetos, Leona?”
“Sei lá. Tentar voltar pro programa Calça Saint-Tropez, do JNT… Tentar viver a vida. Já medi, dá pra eu ir até o estúdio desse programa. A vida vem em ondas como o mar, já dizia Jodair Osé.”
Segundo a decisão, Leona e Kaco continuam proibidos de pisar em solo brasileiro, mesmo morando nele, até o dia do Juízo Final. “*BIIIIP* de salto plataforma!”, diz Kaco. “Se ainda houvesse uma chance de a gente mostrar que somos engraçados, que conseguimos cativar a galera…”

Poucos, entre o público, defendem o casal. Mas eles existem, como Férguson de Avellar, mediador da comunidade “Leona e Kaco, estamos com vocês”, do Youkut. “Leona e Kaco, estamos com vocês!”, diz, lacônico, Avellar, à nossa, reportagem. A comunidade, inaugurada em 2003, tem 4 membros, 3 deles fakes. Nossa reportagem deixou scraps nos perfis de Skubidú, Snoopield e de Zakko Zarner, que não responderam até o fechamento da matéria.
A assessoria de imprensa de ambos, feita por Zillion Alfaômega, 7, irmão de Leona, agradeceu o nosso interesse mas pede que intercedamos por eles nas Nações Unidas (aquela avenida que fica na Marginal Pinheiros, se não me engano) e que a gente leve as fotos deles pro bispo orar no monte. É duro conter as lágrimas em reportagens como essas, mas para todos nós, a vida precisa continuar. Com imagens de Paulo Recruta Zero, Sônia Brida para a Salt Cover.