Se a gente está meio parado, meio malemolente, meio cansado do serviço [é só a gente dizer que vai mexer uma palha, e o serviço quintuplica pra cima de nóis...] como estão hoje em dia os nossos antigos bróders de Internet?
Página do Rafinha – Sei lá por onde anda – a página, porquê o Rafinha, todos nós sabemos. Após ter entrevistado Marcelo Mansfield em seu écstinto programa na AllTV, em 2004, uma semana depois, Rafinha Bastos junta-se à ele fazendo stand-up comedy, construindo assim uma carreira nesse ramo do humor, até tornar-se um dos principais apresentadores do CQC junto com outros comediantes do gênero.
Seu último videoclipe como os que lhe fizeram a fama foi Hung Up, em 2005, feito após ter tido problemas com a repercussão de um videoclipe inédito até hoje da música (música?) Cowboy V*ado ( “Ele senta, eu sei que senta…”).
Vejam como é o destino. Tudo o que eu posso ter no meu serviço é uma câmera, um microfone, um fundo de chromakey… e eu não quero fazer stand-up!… Como dizia o filósofo Chaves, “Cada um sonha com aquilo que lhe faz falta.” Nem o programa Tele Perguntas (mostrado no vídeo Isto Também é Salt Cover) é stand-up, o gerador de caracteres é fundamental no negócio.
VaiVC – Produtora de Brasília, eles faziam clipes trash, um de seus maiores sucessos foi Vai, Wilson, Vai. Sei lá o que Gloria Gaynor deve ter achado, ela que vive visitando o Brasil pra cantar justamente a música que deu origem à essa sátira. O domínio deles está dando 404, mas a paródia que dissemos pode ser ouvida mo site KBoing. [EDIT: Eles estão ainda na ativa, no site Videolog, produzindo clipes e tudo.]
TV Tosco – Faziam vídeos de teledramaturgia trash, à la Hermes & Renato, mas com um estilo um pouco mais próprio, embora também não deixem de abusar do vocabulário nelson-rodrigueano. Chibraca & Pebo (caramba, e eu achava que “Igor C. Barros” não soava bem), no entanto, foram recompensados por seus esphorços: eles agora estão no site da MTV (mas não deram, tipo assim, nenhuma porradinha na porta de vidro?….) e seus vídeos mais antigos que fizeram sua fama continuam no site deles. Ou seja, eles, incrivelmente, continuam em atividade. Provavelmente foram “salvos” da Disney do Mal pelo fato de fazerem teledramaturgia em vez de musicais.
Ugui Bugui – Os HrRrapazes de Curitiba fizeram uma paródia de Flashdance, que quem viu, viu… é que Flashdance é da Paramount Pictures, que é da Disney do mal. A paródia tinha uma qualidade excepcional, em todos os aspectos. E aqui está o destino mais surpreendente de todos: a Ugui Bugui torn0u-se uma produtora séria de vídeo, fazendo curtas-metragens e institucionais muito bem feitos, inclusive contando com equipamentos de última geração! Ou quase, o site não é atualizado desde março de 2008.
MuyLoco – Encerrou suas atividades em outubro de 2008 após uma longa e vitoriosa carreira, que da AllTV foi para a Globosat. O programa sempre foi feito por uma produtora de verdade, a Muy Produções, e esse know-how fazia toda a diferença. Algumas idéias criadas por ele foram, digamos, carbonatadas pelo Pânico na TV, como a briga de personagens fantasiados e as dançarinas de funk tendo seu áudio substituído por música clássica. Apesar disso, o site http://www.muyloco.tv/ ainda está no ar, sei lá até quando… [EDIT: Muylaert agora faz parte da equipe do programa Eliana, do SBT, como o Homem Teste, um quadro que promete fazer muito sucesso.]
Pepa Filmes – Infelizmente, nem tudo são flores no universo das produtoras independentes. A página deles está dando um 404 muito estranho, um dos mais agressivos que eu já vi. O que, neste caso, é uma pena. A produtora do Rio de Janeiro, na estrada desde 1996, também fazia teledramaturgia trash da melhor… hã… digo, pior qualidade, com destaque para os efeitos especiais, e aparentemente, seus vídeos continuam por aí nos sites de vídeo da Internet (e dammit, não guardei nenhum WMV deles). Conheça aqui mais um pouco da história da produtora .Apesar disso, nenhum site na lista do Google trata esta produtora no passado, no tempo pretérito (só, talvez, este blog), e quem sabe mais dia menos dia eles reapareçam por aí, assim como esta Salt Cover.
Aliás, pra quem insiste em não ler os nossos posts mais recentes e ficar só no arquivão, é o seguinte: quando a Salt Cover voltar, será com vídeos offline, em ноѕрєdΔδοґεs dе åяqџιvоѕ. Acreditem, muito mais gente assiste vídeo dessa forma por aí, e vídeos nada originais, inclusive, porquê não a nossa programacção?
E lembrando que alguns desses sites começaram em uma época, por volta de 2000, em que apenas alguns ноѕрєdΔδοґεs de sites pagos aceitavam que se colocasse arquivos multimídia – tinha alguns que nem pagando! Os hospedadores gratuitos já não permitiam isso (só a Kit.net, que fechou as portas e deixou todo mundo na mão, além de só ser acessível dentro do Brasil), e não haviam ainda os sites Megaupload e Rapidshare, que mudariam essa história e fariam a primeira contra-revolução da Internet. E eu sonhava em fazer alguma coisa assim como eles faziam, mas cadê grana pra conseguir fazer um site pago? O pior é que 9 anos depois eu tenho esse dinheiro, mas não posso fazer o site por não poder ter cartão de crédito internacional.
OK, em 2005 surgiu o YouTube, mas não é a mesma coisa, gente. Subir um vídeo para o YouTube é como colar um cartaz na rua, que pode ser arrancado, depredado por alguém, ou não. Havia, sim, vídeo na Internet antes do YouTube (lembra? Portal3D, Videoslegais.com.br, antigo site do Café com Bobagem…), e, no que depender de nós, haverá até depois, sei lá (quem tem ouvidos para ver, cheire!) Desculpem o tom zé sério deste post, voltamos à programação anormal!